A ANTRAL manifestou o seu repúdio pela forma como está a decorrer uma operação de fiscalização na zona de tomada de passageiros da praça de táxis das chegadas do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.
De acordo com a Associação, a operação realizada esta terça-feira, 25 de agosto, provocou a imobilização da praça e condicionou a tomada de passageiros, criando uma situação de perturbação para os profissionais do setor, para os utilizadores do serviço de táxi e para quem chega ao país através do principal aeroporto nacional.
Fiscalização decorre com passageiros dentro dos táxis
A ANTRAL esclarece que não se opõe à realização de ações de fiscalização. A Associação contesta, porém, a forma como esta operação está a ser executada, nomeadamente por decorrer numa zona destinada à tomada de passageiros e abranger veículos que já transportam clientes.
No entendimento da ANTRAL, as operações de fiscalização devem ser planeadas e realizadas em locais que permitam verificar o cumprimento das regras sem bloquear o funcionamento da praça de táxis, interromper o serviço ou causar constrangimentos aos passageiros.
A Associação considera que a escolha da zona das chegadas para a realização desta operação prejudica o normal funcionamento do serviço de táxi no Aeroporto de Lisboa e transmite uma imagem negativa do setor e do país a quem visita Portugal.
ANTRAL tem alertado para a angariação ilegal de clientes
A posição agora assumida surge num contexto em que a ANTRAL tem denunciado as situações de angariação ilegal de passageiros no Aeroporto de Lisboa e os efeitos que estas práticas provocam na organização do transporte, na segurança dos utilizadores e na imagem do país.
A Associação entende que a fiscalização deve incidir sobre as situações que violam as regras aplicáveis ao transporte de passageiros, sem penalizar os profissionais que prestam o serviço de táxi e os clientes que utilizam este meio de transporte.
Associação aguarda reunião com o ministro da Administração Interna
A ANTRAL informa ainda que aguarda a realização de uma reunião já solicitada ao ministro da Administração Interna, na sequência de anteriores operações de fiscalização realizadas nos mesmos moldes e no mesmo local.
A Associação pretende abordar a organização destas ações e defender um modelo de fiscalização eficaz, proporcional e compatível com o funcionamento da praça de táxis do Aeroporto de Lisboa.
Consulte aqui o comunicado de Imprensa










