ASSEMBLEIA
GERAL
Aprovou
Relatório
e Contas de 2003
No dia 15 de Abril último a ANTRAL efectuou
um conjunto de 2 Assembleias-Gerais, uma ordinária
e outra extraordinária, no Hotel Altis Parque, junto
às instalações da nossa Sede associativa,
tendo marcado presença várias centenas de Associados.
A Assembleia-Geral Ordinária teve início às
18 horas, tendo sido apreciado, discutido e aprovado por maioria
o Relatório e Contas relativo ao exercício de
2003, bem como o respectivo parecer do Conselho Fiscal.
Refira-se que no seu parecer, o Conselho Fiscal considera
que: «o balanço e os restantes documentos de
prestação de contas constituem uma apresentação
correcta e apropriada da situação económica-
financeira da ANTRAL, encontrando- se elaborados de acordo
com os preceitos legais e os princípios contabilísticos
geralmente aceites» - pelo que propôs - «um
voto de louvor à Direcção pela gestão
equilibrada e pelos resultados obtidos, e também, um
voto de louvor aos funcionários e colaboradores pela
dedicação com que desempenharam as suas funções».
Relativamente ao Relatório de Actividades do exercício
de 2003, a Direcção destaca, relativamente aos
Serviços da Associação a informatização
dos serviços da Associação em curso,
para melhor poder servir os Sócios, a procura de um
terreno com cerca de 2500 m2 nas diversas capitais de distrito
do País, para aí instalar um gabinete de assistência
jurídica, uma estação de serviço
e um centro de apoio. Até data as autarquias de Beja,
Castelo Branco, Portalegre e Viana do Castelo mostraram já
o seu interesse em aceder às pretensões da ANTRAL,
sendo que Lisboa, além do terreno, também ofereceu
um prédio com 700 m2 de área coberta para um
centro de dia.
As obras nas instalações da Évora para
ali se poderem dar cursos de formação, a criação
do site da ANTRAL, e a renumeração de todos
os Sócios foram ainda outros aspectos focados no capítulo
dos serviços da Associação.
O Presidente da ANTRAL informou também a Assembleia
que no decurso de 2003 a Direcção intensificou
a pressão junto do Governo, procurando sensibilizar
a tutela para a urgência de implementação
de medidas: «sobre o CAP, cuja emissão tem de
ser facilitada; sobre a flexibilização da oferta,
aproveitando as novas estruturas das Autoridades Metropolitanas
de Transportes; sobre a necessidade de não impedir
e até facilitar o recurso aos táxis para o transporte
de utentes do SNS; sobre a criação de um sistema
simplificado de tributação e sobre os apoios
para a renovação de frotas».
«ANTRAL VAI LUTAR PELA INCONSTITUCIONALIDADE
DO PEC»
Relativamente ao PEC, a ANTRAL relembra que foi a única
Associação que conduziu publicamente uma forte
contestação a este imposto. Foi realizada uma
concentração e uma marcha de protesto, foi criado
um Grupo de Trabalho com a participação da ANTRAL,
de cujo relatório final resultou a possibilidade de
até 31 de Julho de 2004, dissolver sem custos as actuais
sociedades que tenham por objecto o exercício da actividade
de transportes em táxi, permitindo, igualmente, o registo
do início da actividade sob as formas de empresário
em nome individual ou de estabelecimento individual de responsabilidade
limitada, também sem quaisquer custos. Foi ainda aprovado
um Decreto Regulamentar que estabelece a isenção,
até 31 de Julho do ano em curso, das taxas previstas
para a emissão do alvará.
A Direcção da ANTRAL foi mandatada pelos Órgãos
Sociais associativos para accionar todos os mecanismos legais
necessários até que seja decretada a inconstitucionalidade
do PEC.
«O CAP É IRREALISTA»
Em relação ao CAP a ANTRAL já demonstrou
mais do que uma vez que o sistema é irrealista e estás
a contribuir para o agravamento das condições
de prestação de serviço. Desde o início
que a ANTRAL considera a carga horária excessiva, a
necessidade de se criar um CAP excepcional e a criação
de condições para aumentar a oferta formativa.
Resta ao Governo reconhecer que este sistema de formação
obrigatória está a causar mais problemas do
que a resolver aqueles que se prendem com falta de formação.
A ANTRAL pugna por um novo sistema de formação
cuja carga horária não supere as 50 horas, e
a abolição da necessidade de qualquer acção
de formação para efeitos de renovação
do CAP. Há que acabar com as limitações
à contratação inicial de motoristas.
A aquisição do novo edifício Sede e
a constituição da PROTAXISÓ SA., constituíram
2 passos gigantescos no sentido da modernização
da ANTRAL e da criação de condições
para prestar serviços de excelência aos Sócios.
Só uma Direcção de coragem como aquela
que dirige os destinos da ANTRAL daria estes 2 grandiosos
passos no mesmo ano. Por isso, o ano de 2003 irá certamente
ficar na história da ANTRAL.
Foram ainda desenvolvidas actividades em 2003 pela Direcção
em matéria de lanternas e taxímetros, transporte
de doentes, regulamentos municipais, subscritos diversos protocolos,
instalação de GPS nos táxis e colaboração
no seio da FPTR.
Por fim, assinala-se que 2003 foi a ano da realização
do VI Dia do Táxi e do V Encontro Nacional de Delegados,
tornando- se: «mais uma inequívoca manifestação
da capacidade de organização e mobilização
do nosso sector e uma jornada de convívio da qual todos
temos motivos para nos regozijarmos».
ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA ESTENDEU-SE
NOITE FORA
Com início agendado para as 21 horas, a Assembleia
Geral Extraordinária, cuja ordem de trabalhos se prendia,
no seu primeiro ponto, na análise da situação
decorrente do actual sistema de certificação
para obtenção e renovação do CAP,
seguida de discussão e aprovação por
maioria dalgumas medidas a adoptar pelo sector para defesa
dos seus interesses, muito participada tal como a Assembleia
anterior, viria a estender-se noite fora.
A Assembleia aprovou que não se mantenha o actual
sistema irrealista do CAP para obtenção e renovação
do CAP, e que se ponha termo às limitações
à contratação inicial de motoristas.
O segundo ponto foi igualmente aprovado, prendendo-se com
a análise da situação decorrente do actual
enquadramento jurídico-fiscal do sector, seguida de
discussão e eventual aprovação de medidas
a adoptar pelo sector para defesa dos seus legítimos
interesses.
No final, a Direcção prestou alguns esclarecimentos
aos Associados.
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