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QUEM NOS ACODE?

Há 40 anos que exerço a minha actividade.

No decurso do ano de 2001, conforme circulares enviadas pela Associação, fomos aconselhados e obrigados por lei a constituir firmas, uma vez que em caso de morte do industrial não se podia vender nem transmitir aos herdeiros legais. Ainda não tinha acabado de constituir a firma, já os herdeiros de licenças em nome individual tinham direito à sucessão da licença.

Face à situação actual estamos numa fase vergonhosa e insustentável, criada pela incompetência dos Governos, tanto da direita como da esquerda, que andam a brincar com uma classe em que a maior parte, possivelmente, está à beira da reforma e outros já reformados, que é o meu caso.

Afinal onde é que vamos parar? Como já era industrial passaramme o CAP inicial com validade de 5 anos.

Agora, com 66 anos de idade, para renovar o referido CAP tenho de pagar para frequentar em Évora um curso de formação. Estou a 108 Km de distância. Depois de 40 anos de actividade acham que isto está certo?

Para constituir a firma gastei cerca de 1 000 euros, em 2003 paguei de PEC 1 250euros, o mês findo paguei 625 euros.

Faço praça numa freguesia que hoje tem pouco mais de 2 centenas de habitantes, a maior parte reformados. Existe um Centro de Dia que tem 3 carrinhas de 9 lugares e uma de 5 lugares, que transportam os utentes para todo o lado. A minha situação e a de muitos colegas é equiparável à de qualquer Táxi ou Letra A que trabalhe em vilas e cidades?

O mesmo se passa com a instalação de lanternas e taxímetros em todos os carros do País. Isto é de uma incompetência total agrupar todos os carros do País num só escalão.

É pena realmente que não sejamos todos iguais, conforme apregoam só em eleições.

Atílio Sobral Figueira
Táxi Barrense, Lda.
Azinheira dos Barros


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