Número
de vítimas mortais
nas nossas estradas baixou 
em 2003

Realizou-se no dia 4 de Fevereiro, no Hotel Marriot, o 1º
Encontro de Associados da Prevenção Rodoviária
Portuguesa, tendo a ANTRAL feito representar- se pelo Presidente
da Direcção, Florêncio de Almeida.
Ao longo do dia foram discutidas várias temáticas
sobre a segurança rodoviária, todas elas bastante
actuais e que a todos nos deve preocupar. Os números
falam por si e chamam a atenção para os perigos
que todos os utilizadores das estradas portuguesas correm.
Compete-nos a todos nós contribuir para que estes
números possam diminuir. Logo, vamos conduzir com civismo
respeitando todos os utilizadores das nossas estradas. Lembre-se
que o peão é o elemento mais frágil de
todos os utentes da via, por isso, facilite- lhe a passagem.
Apraz-nos registar que em 2003, registaram- se menos 10%
de vítimasmortais em relação ao ano de
2002. De cerca de 204 000 acidentes de viação
ocorridos no ano transacto, resultaram 1399 vítimas,
5000 feridos graves e 60 mil feridos.
Segundo dados da BT, em 2003 foi registado um significativo
aumento de cerca de 30% no número de contraordenações
por infracções cometidas ao Código da
Estrada relativamente ao ano de 2002.
A BT registou assim no ano transacto 174 mil manobras perigosas
(mais 25 mil do que em 2002), 150 mil infracções
graves, tendo sido autuados por excesso de velocidade 154
mil condutores e apanhadas cerca de 35 mil pessoas sem cinto
de segurança.
O número total de veículos a circular nas nossas
estradas passou de 612 263 em 1970, para 5 413 646 em 2003,
enquanto o consumo combustível aumentou cerca de 6
vezes nesse mesmo período.
Curiosamente, segundo a PRP, apesar dos números da
sinistralidade nas nossas estradas continuarem a ser um dos
piores da Europa, já muito foi o caminho andado nas
últimas três décadas, senão vejamos:
em 1975 registaram-se 2.728 mortos para cerca de 1 milhão
de viaturas, enquanto que no ano transacto o número
de mortos foi cerca de metade desse valor, mas com um número
maior de viaturas em circulação — 5 milhões.
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