VIANA DO CASTELO
Um pedaço do paraíso Situada
em pleno coração do Alto Minho, aberta ao estuário
do Lima, a cidade
de Viana do Castelo, encerra uma beleza muito especial, não
só devido à sua
privilegiada situação geográfica, mas também
ao interessante conjunto monumental
que ainda hoje preserva e sobretudo pelo carácter das gentes
que a povoam,
fazendo reviver algumas das mais importantes tradições
do país.
A cidade foi fundada na idade média, em
1258, pelo rei Afonso III, contando hoje
com perto de 70 mil habitantes. O seu
centro histórico concentra-se à volta da praça
quinhentista
da República. Os principais monumentos
de Viana do Castelo são a Igreja Matriz, do séc.
XIV, com um belíssimo pórtico figurado, a antiga
Casa da Câmara, construção do séc. XVI,
da lavra
de D. Manuel I, a Casa da Misericórdia, que figura
entre os mais belos edifícios quinhentistas portugueses,
e a Casa dos Arcos. Na zona ribeirinha
da cidade destaca-se o castelo de Santiago
da Barra, a Igreja de S. Domingos e retábulo
barroco da Capela da Senhora da
Agonia.
Apesar do coração histórico de Viana
exercer sobre os visitantes particular atenção,
é
o monte de Santa Luzia o principal
cartaz turístico da cidade. Pode mesmo dizer-
se, sem corrermos risco de exagero, que
dali se desfruta uma das mais belas panorâmicas
do país.
No monte de Santa Luzia foi edificada
no início do século passado a Basílica do
Sagrado Coração de Jesus, também conhecida por
Basílica de Santa Luzia, obra de Ventura
Terra, inspirada à boa maneira revivalista, na Sacre
Coeur de Paris.
Para se chegar ao monte de Santa Luzia a partir do
centro da cidade basta apanhar um elevador tradicional,
tipo funicular, ao bom estilo do "alfacinha" elevador
da Glória, que funciona desde 1923. O acesso
ao elevador fica bem juntinho à estação ferroviária.
Nas imediações da basílica não perca
as ruínas da
Citânia de Santa Luzia, antigo povoado celta.
A gastronomia vianense é outro dos seus pontos
fortes, onde pontuam os rojões, sarrabulho,
cabrito, anhos assados, bacalhau à moda de Viana
ou à margarida da praça, a aranhola e o lombo de
porco assado à moda de Viana. No mês de Março
a lampreia do Rio Lima é um dos mais procurados
petiscos gastronómicos da região. Na doçaria
destacam-
se os biscoitos de Viana, as cavacas, as meias-
luas, os sidónios, o pão-de-ló e a torta local.
Em Viana do Castelo as festas populares constituem
uma das suas principais atracções turísticas.
Famosas mesmo já além fronteiras são as festas
da
Senhora da Agonia, que têm lugar em Agosto,
durante 3 dias, altura em que a cidade acolhe também
um Festival Internacional de Folclore. No
quarto domingo de Maio a cidade é percorrida por
um cortejo alegórico ao Maio Florido.
Famosas são igualmente as feiras de artesanato
realizadas no mês de Julho, sobretudo a que tem
lugar no Pavilhão da Portucel. No Campo da Agonia
realiza-se todas as sextas-feiras uma feira e, no
jardim da Marginal, no primeiro sábado de cada
mês tem lugar a feira de antiguidades.
Relativamente ao artesanato de Viana do Castelo
há a salientar os bordados, rendas, cerâmica e
ourivesaria. No capítulo da ourivesaria a cidade rivaliza
mesmo com Gondomar no que diz respeito
à
beleza das peças de ouro tradicional português.
As peças mais conhecidas são os corações
e as borboletas.
Em suma, pode dizer-se que a cidade e toda a
sua maravilhosa envolvente espacial condensam num só local
grande parte das características típicas
da paisagem minhota.
De Viana a Valença do Minho
O último trecho norte da costa ocidental
portuguesa
estende-se de Viana do Castelo a Caminha,
entre os rios Lima e Minho, servido pela E. N. 13.
Sensivelmente a meio deste percurso situa-se Afife,
com as suas praias e o Convento de Cabanas,
rodeado por um magnífico coberto vegetal. Alguns
quilómetros a norte encontramos outro importante
local de veraneio - Vila Praia de Âncora, mas
acaba por ser a praia de Moledo, embrenhada na
mata do Camarido e defronte do velho forte da
Ilha da Ínsua, aquela que bate em beleza todas as
suas pares da região.
Caminha é uma vila senhorial repleta de património
histórico que abraça, praticamente, a foz
do rio Minho e também a do rio Coura. Nas imediações
da vila é famosa além fronteiras a localidade
de Vilar de Mouros, pelo festival que ali se realiza
no Verão.
A partir daqui a estrada acompanha a margem
esquerda do rio Minho, com Espanha do outro
lado rio exibindo a serra de Santa Tecla, chegando
a Vila Nova de Cerveira, outra terra abrilhantada
por alguns solares, pela pousada e pelo seu castelo.
Mas é Valença do Minho, defronte à cidade
monumental de Tuy, com uma das mais belas fortalezas
de Portugal, algumas igrejas e um centro
histórico notável, animada por uma vida comercial
í
mpar, onde o castelhano é a língua mais comum, que
o turista acidental
que ali "caia" pela primeira
vez, ficará, decerto, extasiado.
As maravilhas do Lima
Outro sugestivo passeio a
partir de Viana é acompanhar
o rio Lima em direcção a Ponte
de Lima, sob uma paisagem
de verde luxuriante e exótico,
com inúmeros solares, algumas
igrejas barrocas, conventos e
vinhedos, onde é produzido o
famoso vinho verde da região.
Em Ponte de Lima sobressai
precisamente a sua ponte
com 24 arcos, alguns deles remontando
ao período romano.
A matriz romano-gótica, a capela
de S. Miguel, o Paço dos
Marqueses, a Casa de Nossa
Senhora da Aurora e as Casas
da Garrida, da Câmara, dos
Brandão de Melo e dos Lopes
Costa, constituem apenas alguns
dos monumentos dignos de admiração
nesta belíssima localidade
implantada nas margens do
Lima. Se houver tempo, vale a
pena ainda visitar Ponte da Barca
encastrada entre as serras do
Gerês e do Lindoso. 
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"A situação
dos industriais
hoje
é muito delicada"
- Garantiu Júlio Silva de Sousa,
Delegado Distrital de Viana do Castelo
Júlio Silva de Sousa dirige a empresa a Associada Táxis
Esplanada
Lda., sedeada em Valença do Minho, operando com uma viatura.
Desde o 25 de Abril que Júlio Silva de Sousa exerce as funções
de
Delegado Distrital de Viana do Castelo, funções que
foram interrompidas
apenas durante 2 mandatos.
"No nosso distrito sentimos muitas dificuldades no exercício
da nossa
actividade, a principal talvez seja a escassez da procura, porque
se
passaram muitas licenças no tempo dos emigrantes e agora os
emigrantes acabaram" - salientou o Delegado Distrital de Viana
do
Castelo.
Segundo Júlio Silva de Sousa desde há 5 anos para
cá que a quebra
de serviço se começou a acentuar, agravando-se substancialmente
com a
crise: "curiosamente, apesar de quase toda a gente hoje ter
automóvel
pessoal e de haver famílias com 3 e 4 carros, na nossa região
são as
pessoas com automóvel e mais posses aquelas que mais utilizam
o táxi"
- revelou o Delegado Distrital de Viana do Castelo.
Apesar de Viana do Castelo possuir estabelecimentos de ensino
superior e Valença do Minho também um pequeno pólo
universitário, Júlio
Silva de Sousa garante que isso não gera serviço, que
a crise é geral, e
apenas Viana do Castelo está ligeiramente melhor devido ao
transporte
de doentes gerado pelo seu hospital distrital. Mesmo assim o industrial
sublinha que a perda de serviço em poucos anos deve rondar
já os 50%.
"Por outro lado, não nos podemos esquecer que hoje o
gasóleo já
está quase a um euro por litro, constituindo outro problema
que nos tem
afectado muito e que de modo algum se tem conseguido fazer reflectir
nas actualizações de tarifas" - queixou-se Júlio
Silva de Sousa - "e se
nós ainda conseguimos manter os nossos táxis a trabalhar
na minha
região é porque a esmagadora maioria dos casos o proprietário é que
anda com a viatura, porque se tivéssemos encargos com motoristas
estou em crer que muitos de nós já não tínhamos
condições nenhumas
para poder trabalhar".
Relativamente aos acordos de serviço com as ARS, este Delegado
Distrital afirmou que o seu distrito não foi afectado, mantendo-se
a
funcionar acordos com alguns industriais.
Quanto à incidência de transportes clandestinos, Júlio
Silva de Sousa
revelou que é nos concelhos junto às fronteiras com
Espanha que essa
actividade ilícita mais se faz sentir ao nível do sector.
"A nossa situação hoje é muito delicada,
as pessoas só utilizam o táxi
em última instância, pelo que vejo isto um bocadinho
negro em termos de
futuro. Apesar de não vislumbrar melhoras nesta situação
nós também
não podemos perder a esperança. Daí que o meu
maior desejo é que
todos os meus colegas tenham muita sorte e que o futuro nos
proporcione a todos melhores dias" - concluiu o Delegado Distrital
de
Viana do Castelo. |