INFORMAÇÃO, DESINFORMAÇÃO, INTOXICAÇÃO ...
Quando esta revista vos chegar às mãos,
estará muito provavelmente em fase de conclusão, o
mega processo de formação em que, a ANTRAL, através
da PROTÁXISÓ, S.A., se viu envolvida nos últimos
10 meses.
A participação neste foi sem dúvida, uma
decisão difícil tomada após muita reflexão
pelo anterior elenco directivo, e à qual não foi
alheio, o facto de à data vivermos uma conjectura política
nacional anormal, com a transferência do então primeiro-ministroo,
Dr. Durão Barroso para Bruxelas e a consequente queda do
governo por ele liderado.
Confrontado com a ausência de responsáveis políticos
a quem reivindicar, o sector encontrava-se a 2 velocidades, uns
a favor, outros contra, momentos difíceis que levaram por
isso mesmo a que, a PROTÁXISÓ, S.A., fosse a última
entidade a entrar na formação, o que todavia, não
impediu que esta tivesse sido aquela que mais procura teve, pois
segundo os dados disponíveis acabou por dar cursos a cerca
de 70% dos candidatos totais à renovação do
CAP.
Fortemente contestada inicialmente pela quase totalidade do sector,
a evolução deste processo acabou por fazer diminuir
a resistência ao mesmo pelos formandos, pois que, confrontados
com a utilidade prática dos conhecimentos adquiridos acabaram
por aceitar a formação, embora alegando sempre que
os custos deviam ser suportados pela tutela.
Muito se ouviu, muito se comentou, e muito se difamou, nomeadamente
através da difusão de boatos, e da estratégia
do diz-se diz-se.
Aproveitaram, os habituais detractores da ANTRAL para mais uma
vez, tentar atingir esta com boatos e calúnias, alegando
que na nossa Associação era só pagar, e que
não existia formação ou que a duração
desta era de apenas 2 horas.
É a voz do desespero que nós nos esforçamos
por compreender, não sendo coisa a que, a ANTRAL pela sua
grandiosidade não esteja habituada, nada mais nos resta
do que, lamentar a tacanhez dos seus espíritos.
Por outro lado, foi a primeira experiência pedagógica
do género que vivemos, a qual teve um balanço globalmente
positivo, possibilitando-nos, fruto da dinâmica exigida pelo
processo aproximar-nos dos associados, e inclusivamente ultrapassarmos
tudo o que tínhamos prometido, nomeadamente quanto aos locais
a disponibilizar para a formação.
Como bem se recordam, prometemos realizar acções
formativas, nas instalações da ANTRAL e nas sedes
capitais de distrito, porém, face ao elevado número
de inscrições e à colaboração
conseguida através de muitos dos nossos delegados concelhios
e distritais, foi possível diluir, graças a estes,
por todo o território nacional esta formação,
pois eles eram, são e serão sempre os elos de ligação
fundamentais entre a nossa Associação e as Câmaras
Municipais, que ao disponibilizarem as suas instalações
próprias reconheceram publicamente o papel predominante
que a ANTRAL tem no sector.
Foi de igual modo importante, a disponibilidade manifestada pelos
directores habilitados como formadores, bem como, pelo nosso Secretário-geral,
Dr. João Chaves, que ao colaborarem graciosamente neste
processo aos fins de semana, contribuíram decididamente
para acelerar o mesmo, minimizando os custos pessoais e financeiros
dos candidatos à renovação do CAP.
Não podia deixar de terminar este artigo sem me referir
ao terminus do prazo para instalação e implementação
a nível nacional dos taxímetros cuja data limite,
após consecutivos adiamentos, era de 31 de Março
do corrente ano.
Procurou a ANTRAL, consciente das dificuldades económicas
do sector, granjear com a assinatura de Protocolos de Cooperação
com as Câmaras Municipais, apoios financeiros que possibilitassem
a todos os industriais abrangidos pelos mesmos, o cumprimento desta
obrigatoriedade.
Procuramos também facilitar a vida destes, ao incentivar
as entidades aferidoras privadas e homologadas pelo IPQ a deslocarem-se
ao terreno para homologação dos seus taxímetros,
facilitando, a vida daqueles que distantes dos grandes centros
urbanos lutavam com dificuldades no cumprimento do estipulado pela
Lei.
Procuramos também, sensibilizar as autoridades pedindo-lhes
para terem uma actuação mais pedagógica do
que punitiva.
Resumindo, compreendemos e tudo fizemos para aliviar as dificuldades
técnicas e financeiras dos industriais de táxi portugueses,
mas infelizmente, não fomos compreendidos por alguns que
se dizem defender os mesmos, o que eu lamento profundamente.
José Monteiro
Director da Revista
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