Indice
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   Editorial                 
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Entrevista
   Fernando Ruas      
 
Vida Associativa
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Correio dos sócios
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Descobrir Portugal
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INFORMAÇÃO, DESINFORMAÇÃO, INTOXICAÇÃO ...

Quando esta revista vos chegar às mãos, estará muito provavelmente em fase de conclusão, o mega processo de formação em que, a ANTRAL, através da PROTÁXISÓ, S.A., se viu envolvida nos últimos 10 meses.

A participação neste foi sem dúvida, uma decisão difícil tomada após muita reflexão pelo anterior elenco directivo, e à qual não foi alheio, o facto de à data vivermos uma conjectura política nacional anormal, com a transferência do então primeiro-ministroo, Dr. Durão Barroso para Bruxelas e a consequente queda do governo por ele liderado.

Confrontado com a ausência de responsáveis políticos a quem reivindicar, o sector encontrava-se a 2 velocidades, uns a favor, outros contra, momentos difíceis que levaram por isso mesmo a que, a PROTÁXISÓ, S.A., fosse a última entidade a entrar na formação, o que todavia, não impediu que esta tivesse sido aquela que mais procura teve, pois segundo os dados disponíveis acabou por dar cursos a cerca de 70% dos candidatos totais à renovação do CAP.

Fortemente contestada inicialmente pela quase totalidade do sector, a evolução deste processo acabou por fazer diminuir a resistência ao mesmo pelos formandos, pois que, confrontados com a utilidade prática dos conhecimentos adquiridos acabaram por aceitar a formação, embora alegando sempre que os custos deviam ser suportados pela tutela.

Muito se ouviu, muito se comentou, e muito se difamou, nomeadamente através da difusão de boatos, e da estratégia do diz-se diz-se.

Aproveitaram, os habituais detractores da ANTRAL para mais uma vez, tentar atingir esta com boatos e calúnias, alegando que na nossa Associação era só pagar, e que não existia formação ou que a duração desta era de apenas 2 horas.

É a voz do desespero que nós nos esforçamos por compreender, não sendo coisa a que, a ANTRAL pela sua grandiosidade não esteja habituada, nada mais nos resta do que, lamentar a tacanhez dos seus espíritos.

Por outro lado, foi a primeira experiência pedagógica do género que vivemos, a qual teve um balanço globalmente positivo, possibilitando-nos, fruto da dinâmica exigida pelo processo aproximar-nos dos associados, e inclusivamente ultrapassarmos tudo o que tínhamos prometido, nomeadamente quanto aos locais a disponibilizar para a formação.

Como bem se recordam, prometemos realizar acções formativas, nas instalações da ANTRAL e nas sedes capitais de distrito, porém, face ao elevado número de inscrições e à colaboração conseguida através de muitos dos nossos delegados concelhios e distritais, foi possível diluir, graças a estes, por todo o território nacional esta formação, pois eles eram, são e serão sempre os elos de ligação fundamentais entre a nossa Associação e as Câmaras Municipais, que ao disponibilizarem as suas instalações próprias reconheceram publicamente o papel predominante que a ANTRAL tem no sector.

Foi de igual modo importante, a disponibilidade manifestada pelos directores habilitados como formadores, bem como, pelo nosso Secretário-geral, Dr. João Chaves, que ao colaborarem graciosamente neste processo aos fins de semana, contribuíram decididamente para acelerar o mesmo, minimizando os custos pessoais e financeiros dos candidatos à renovação do CAP.

Não podia deixar de terminar este artigo sem me referir ao terminus do prazo para instalação e implementação a nível nacional dos taxímetros cuja data limite, após consecutivos adiamentos, era de 31 de Março do corrente ano.

Procurou a ANTRAL, consciente das dificuldades económicas do sector, granjear com a assinatura de Protocolos de Cooperação com as Câmaras Municipais, apoios financeiros que possibilitassem a todos os industriais abrangidos pelos mesmos, o cumprimento desta obrigatoriedade.

Procuramos também facilitar a vida destes, ao incentivar as entidades aferidoras privadas e homologadas pelo IPQ a deslocarem-se ao terreno para homologação dos seus taxímetros, facilitando, a vida daqueles que distantes dos grandes centros urbanos lutavam com dificuldades no cumprimento do estipulado pela Lei.

Procuramos também, sensibilizar as autoridades pedindo-lhes para terem uma actuação mais pedagógica do que punitiva.

Resumindo, compreendemos e tudo fizemos para aliviar as dificuldades técnicas e financeiras dos industriais de táxi portugueses, mas infelizmente, não fomos compreendidos por alguns que se dizem defender os mesmos, o que eu lamento profundamente.

José Monteiro
Director da Revista


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