ORGAOS SOCIAIS ELEITOS PARA O TRIENIO 2005/2007
Cerimónia de Tomada
de Posse
Realizou-se no dia 3 de Janeiro de 2005, nas instalações
da Sede da ANTRAL, em Lisboa, a cerimónia de Tomada de Posse
dos órgãos sociais eleitos para o triénio
de 2005/2007, com a presença do Secretário de Estado
dos Transportes e Comunicações, Jorge Borrego, do
Director-Geral e Sub Directores Gerais de Transportes Terrestres,
do representante do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa,
da Presidente da Autoridade Metropolitana de Transportes de Lisboa,
dos Presidentes e Secretários Gerais da ANTRAM e da ANTROP
dos representantes das empresas Mercedes-Benz, JAM, A VS, Reis
e Oliveira, Carristur e Razia, entre muitas outras individualidades.
DISCURSO DO PRESIDENTE DA DIRECÇÃO DA ANTRAL
Em primeiro lugar, em nome desta equipa eleita para gerir os destinos
da Antral, no próximo triénio, quero agradecer a
vossa presença, que muito nos honra e sensibiliza.
A partir de agora, esta renovada equipa, a que me honro de presidir,
vai procurar continuar a reafirmar a ANTRAL como a voz lúcida
do sector, na defesa intransigente dos seus legítimos interesses,
aliás, em conformidade com o compromisso que assumiu no
Programa de Acção.
Permito-me recordar que há cerca de 3 anos, mais precisamente,
em 2 de Janeiro de 2002, a direcção da associação,
então eleita e à qual também presidia, tomava
posse, num contexto político semelhante ao que vivemos hoje.
Permitam-me, entretanto, uma palavra para realçar o trabalho
desenvolvido pela equipa que cessou funções, pois
não podemos esquecer as aquisições da nova
sede e da delegação do Porto e, ainda, o arrendamento
das novas instalações de Coimbra, e o início
da actividade de formação, que constituem marcos
importantes na história da Antral. E, para além da
implementação destas estruturas da associação,
que criaram condições para uma cada vez maior qualidade
nos serviços prestados, conseguiu dar os primeiros e importantes
passos na credibilização da Antral.
E as condições em que iniciou o exercício
das funções não foram nada fáceis.
Na verdade, na altura, como sucede hoje, o país estava a
ser governado por um executivo de gestão.
Nesta conjuntura, não é nada fácil o trabalho
de uma direcção, principalmente de uma direcção,
que luta contra o tempo para conseguir as sempre sucessivamente
adiadas alterações, que entende necessárias
para o reforço da credibilização e sobretudo
para a rentabilização do sector.
Os principais objectivos desta equipa que hoje toma posse serão
o reforço da credibilização da Antral e a
procura de condições que permitam a desejada rentabilização
deste subsector dos transportes rodoviários.
A atravessar uma situação de crise, o táxi,
que está a enfrentar um dos maiores desafios da sua história,
tem que se adaptar a esta nova realidade, em que a oferta é muito
superior à procura por este meio de transporte.
Crise esta, agravada, ainda, pelo facto de não terem sido,
atempadamente, tomadas as decisões que se impunham.
Aproveito, entretanto, a oportunidade da presença do Senhor
Secretário de Estado dos Transportes e Comunicações,
para lhe solicitar que com a urgência possível sejam
implementadas as medidas imprescindíveis para assegurar
a sobrevivência do sector. Permita-me Senhor Secretário
de Estado referir a esperança que a Antral deposita na capacidade
política de Vossa Excelência, para alterar e corrigir
o que está mal e implementar o que for necessário
para viabilizar este sector. É urgente introduzir alterações
na actual legislação, quer no que respeita ao CAP,
principalmente no que respeita ao desagravamento da carga horária
dos cursos de formação, que nada justifica manter-se
no nível actual de 200 horas, quer no que respeita ao exercício
da actividade de transportador, ao enquadramento jurídico
fiscal da actividade, ao transporte de doentes, etc., etc..
Por outro lado, a recente criação das Altas Autoridades
para as Áreas Metropolitanas de Transportes, levaram a que
a ANTRAL começasse a exigir a transferência de competências
para estes organismos que lhes possibilitassem participar activamente
na gestão dos contingentes das referidas áreas.
Neste sentido, propomo-nos prosseguir a envidar esforços
no sentido de às Autoridades para as Áreas Metropolitanas
de Transportes lhes serem atribuídas competências
que lhes possibilitem de algum modo tomar medidas que dinamizem
o sector dentro das respectivas áreas.
Entende a Antral que deveriam ser atribuídas competências
específicas no domínio do transporte em táxi,
com vista a uma maior flexibilização da oferta deste
tipo de transporte, de forma a satisfazer melhor as necessidades
da procura.
Estamos conscientes que o desafio que temos perante nós, é um
desafio extremamente importante, pois dele depende a nossa sobrevivência.
Mas, atenção, temos igualmente presente que o sucesso
de quaisquer medidas passa também pela implementação
de uma adequada política de qualidade na prestação
dos serviços.
Estamos conscientes do trabalho a desenvolver e da necessidade
que temos de potencial a coesão e união que, agora,
como nunca, são necessárias para que este sector
se torne cada vez mais forte e esteja preparado para enfrentar
os desafios que no século XXI tem, inevitavelmente, que
encarar.
Como ninguém ignora, no panorama dos transportes, em geral,
e nos transportes rodoviários, em particular, o subsector
que a Antral representa, e que constitui, inegavelmente, uma peça
importante no transporte público rodoviário, é o
mais frágil, o que menos tem merecido a atenção
dos governantes, o que praticamente nunca recebeu apoios, ajudas
ou subsídios, o que significa que ninguém lhe reconhece
o verdadeiro serviço público que presta.
A começar pelo gasóleo profissional, não
podemos deixar de registar pela negativa que, até hoje,
não se verifiquem indícios seguros de que os táxis
sejam incluídos na directiva comunitária sobre a
matéria. Esta falta de apoio, que tem revelado também
alguma insensibilidade, por parte da entidade reguladora, que não
se pode demitir da obrigação de criar as condições
para o exercício da actividade de transportador público
rodoviário, agrava cada vez mais a situação
do sector.
No que diz respeito à segurança, o governo nunca
regulamentou a Lei 6/98, de 31 de Janeiro, o que tem vindo a impedir
a implementação de medidas que minimizem o respectivo
risco.
E registe-se, pela positiva, o que aconteceu recentemente em Lisboa.
A Câmara Municipal da capital consciente de que o problema
da segurança dos motoristas de táxi continua a assumir
uma especial acuidade, decidiu avocar a si a resolução
do problema da segurança para os taxistas de Lisboa, substituindo-se,
assim, nesta matéria à administração
central.
O exemplo de Lisboa está a frutificar pois já várias
autarquias nos contactaram para a celebração de protocolos
semelhantes.
Felizmente, temos encontrado por parte de algumas autarquias algum
apoio que, pontualmente, tem suavizado o esforço financeiro
a que o sector foi abrigado.
Como sabem, até ao fim do ano, todos os táxis tiveram
que ter instalado a lanterna e o taxímetro, o que representa
um investimento avultado, à volta de 1.000,00 euros. Em
muitos concelhos, principalmente do interior, este valor representa
um encargo dificilmente suportável.
Pudemos, no entanto, encontrar em algumas autarquias responsáveis
que, conscientes da grave situação de crise que o
sector atravessa, facilitaram a modernização do sector,
contribuindo não só para a melhoria da qualidade
do serviço público prestado pelos táxis, mas,
também, do mesmo modo, para a segurança dos habitantes
dos respectivos municípios, financiando, através
de um protocolo celebrado com a Antral quer a instalação
das lanternas e taxímetros quer a instalação
do GPS.
Foi o que se passou, entre outros, com os municípios de
Tabuaço, Ribeira de Pena, Famalicão, Alijó,
etc..
Outro aspecto que me permito salientar prende-se com a recém
criada Fundação Antral, cuja dinamização é urgente
e vai constituir prioridade nas preocupações desta
equipa. A Fundação tem por fim a prossecução
de acções de carácter cultural, social e filantrópico,
que visem a valorização do sector de transportes
rodoviários em automóveis ligeiros de aluguer e dos
industriais e seus colaboradores que exercem ou tenham exercido
esta actividade.
Neste sentido, vamos continuar a fazer apelos especiais aos autarcas,
com vista à disponibilização de terrenos e
prédios que, a exemplo do que sucedeu em Lisboa, possibilitem
a instalação de Centros de Dia para todos aqueles
que serviram o sector.
E permito-me aproveitar a presença do Senhor Dr. Remédio
Pires para lhe solicitar que providencie, com a urgência
possível, para ser celebrado o protocolo para a transferência
do terreno.
Antes de terminar permitam-me que refira à vertente comercial.
A Antral, detentora a 100% do capital social da recém criada
PROTÁXISÓ, S.A., vai procurar dinamizar a vertente
comercial desta, no sentido de salvaguardar os interesses dos seus
associados, através da oferta a preços mais reduzidos
de produtos utilizados na indústria. Esta equipa está perfeitamente
consciente das dificuldades que a esperam e não enjeita
as responsabilidades que lhes cabem no desempenho da sua missão.
O apoio maciço que os associados nos deram merece bem que
não poupemos esforços para guindar ainda mais alto
o nome e a credibilidade da Antral. Temos que continuar a ter motivos
para nos orgulharmos da associação que temos. Para
isso contamos com o apoio dos associados, dos nossos colaboradores
e de todas instituições que, directa ou indirectamente,
tutelam a nossa actividade. Pela nossa parte, tudo faremos para
merecer esse apoio.
Muito obrigado.
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