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Ano novo, vida nova

Como sabem em 17 de Novembro passado, decorreram as eleições na Antral, que, como aliás tem sido nosso timbre, registaram uma grande participação e um elevado civismo.

A lista vencedora obteve uma vitória folgada, cerca de 70% dos votos expressos, o que não deixa de constituir uma responsabilidade acrescida para quem vai liderar esta nossa associação.

Na verdade, não se pode deixar de sentir o peso da responsabilidade que esta votação maciça representa, mas ao mesmo tempo também se tem de reconhecer que representa uma maior motivação para cumprir a tarefa que se pretende levar a cabo.

Permitam-me, entretanto, no final deste ano e deste mandato, uma palavra para realçar o trabalho desenvolvido pela equipa que vai cessar funções.

Não podemos esquecer a constituição da Protaxisó, da Fundação, as aquisições da nova sede e da delegação do Porto e, ainda, o arrendamento das novas instalações de Coimbra, e o início da actividade de formação, que constituem marcos importantes na história da Antral, à qual esta equipa vai ficar indelevelmente ligada.

Foi também esta equipa que, para além da implementação daquelas estruturas da associação, que, criando condições para uma cada vez maior qualidade nos serviços prestados, conseguiu dar os primeiros e importantes passos na credibilização da Antral.

Como sabem não foi nada fácil o contexto em que desenvolveu a sua actividade.

Como têm ocasião de verificar no plano de actividades para 2005, aprovado no Conselho de Delegados realizado em 29 de Dezembro, a situação fiscal da associação teve um peso tremendo na actuação da direcção, sendo mesmo até certo ponto inibidora da sua actividade que não deixou de ser tremendamente limitada.

Na verdade, pelas razões que os colegas poderão ler no plano de actividades, publicado em outro local desta edição, o montante total da dívida ao fisco, junto da Direcção Geral do Tesouro, com juros calculados a Dezembro de 2004 era de 353.987.22 euros.

E como não foi possível negociar a liquidação, em prestações, desta dívida, que, registe-se, esta direcção herdou de executivos anteriores, tivemos que proceder ao seu integral pagamento em 30 de Dezembro!!!

Em qualquer associação e muito mais numa como a nossa que tem um pequeno orçamento o pagamento desta soma não vai deixar de colocar sérias limitações à actuação de qualquer executivo.

Na próxima edição da revista, a primeira do novo ano, voltaremos a este assunto e à forma como o pretendemos ultrapassar.

Permito-me entretanto salientar um outro aspecto que caracterizou os últimos meses deste ano e se prendem com a celebração de protocolos com algumas autarquias que, pontualmente, tem suavizado o esforço financeiro a que o sector foi obrigado na aquisição de lanternas e taxímetros. Em outros locais desta edição poderão ler reportagens sobre estes protocolos.

Esperemos que estes exemplos frutifiquem.

Florêncio Plácido de Almeida
Presidente da Direcção


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