CONSELHO
DE DELEGADOS
Fixou valor da quota
e aprovou Orçamento e Plano de Actividades para
1005
Realizou-se no dia 29 de Dezembro de 2004, nas
instalações
da Sede da ANTRAL, o Conselho de Delegados, que aprovou o
Plano de Actividades e o Orçamento para 2005, bem
como a fixação do valor da quota.
Por decisão do Conselho de Delegados, foi fixado
o valor da quota, com efeitos a partir de 1 de Janeiro de
2005, em 25,00 euros/trimestre, por viatura.
Entretanto, mantém-se a redução em 1,00
euros do valor da quota, desde que o seu pagamento seja efectuado
através de transferência bancária, passando
assim, neste caso a corresponder a 24,00 euros.
O Conselho Delegados aceitou a proposta de aumento de quotas
em virtude dos problemas relacionados com a fiscalidade.
Registe-se que, no caso em apreço, se trata de uma
dívida, relacionada com IVA e IRC de 1994 a 1999,
a que o actual executivo da ANTRAL é totalmente alheio,
pois tomou posse em Janeiro de 2002.
Neste contexto, não obstante a gestão equilibrada
de que sempre deu mostras, a actual Direcção
da ANTRAL, por forma a poder assegurar a estabilidade e o
equilíbrio financeiros da Associação,
concluiu ser absolutamente necessário aumentar as
receitas e procurar a maior contenção possível
nas despesas, propondo ao Conselho de Delegados a fixação
de novo valor da quota para poder fazer face às dívidas
fiscais herdadas da década de noventa.
Gabinete da Direcção
Exmo Senhor Presidente do Conselho de Delegados,
Nos termos do disposto na alínea f), do artigo 24°,
dos Estatutos da Antral, apresenta-se, para aprovação
pelo Conselho de Delegados, o seguinte Plano de Actividades
para 2005:
Antes, porém de apresentar o projecto do plano de
actividades, permito-me realçar a actual situação
financeira da Antral, já que toda a actividade da
associação é sempre condicionada pela
sua situação financeira. Como, por certo se
recordam, constatou-se, em finais de Dezembro de 2002., a
Antral, como resultado da fiscalização a que
foi submetida, referente aos anos de 1994 a 1998, tinha uma
dívida ao fisco de 369.333,01 euros.
Como, entretanto, existiu a possibilidade de, até ao
fim do ano de 2002, pagar ao fisco, beneficiando do perdão
de juros e coimas, que elevariam para o dobro aquela importância,
a direcção ponderou aquela hipótese,
pois, além do mais, a isso foi aconselhada pelo advogado,
especialista em direito fiscal, que tinha sido encarregado
de tratar do assunto.
Numa situação de controlo financeiro, que a
Antral atravessava, mercê de uma gestão equilibrada,
pareceu-nos, na altura, que a opção certa seria
proceder ao pagamento ao fisco e beneficiar das vantagens
oferecidas. E, assim, depois de consultadas as mesas da assembleia-geral
e do conselho de delegados e o conselho fiscal, foi decidido
proceder àquele pagamento.
Em consequência, no final do ano, foi liquidado um
total de 297.024,50 euros, uma vez que a associação
ainda não tinha sido notificada do remanescente.
Sucedeu, no entanto, que, em Julho passado, fomos confrontados
com uma notificação do fisco, com vista à penhora
de bens da Antral, que culminou com a penhora das contas
da Antral, em Novembro, sendo com grande surpresa e mesmo
estupefacção que soubemos que, afinal, o advogado,
contratado pela anterior direcção, e para cujo
escritório foram sempre remetidas as notificações
entretanto recebidas, nada tinha feito, deixando passar todos
os prazos!!!
Neste momento, estamos a preparar uma queixa na Ordem dos
Advogados e também uma acção para nos
ressarcirmos dos prejuízos sofridos.
De referir, ainda, que, como tivemos oportunidade de referir,
o advogado em causa, em Dezembro de 2002, nos aconselhou
a efectuar pagamentos ao fisco beneficiando do perdão
fiscal, informando que este pagamento não extinguia
os processos então pendentes.
E agora não nos permitiram beneficiar das condições
de pagamentos por conta ou em prestações, como
prevista no decreto-lei 248-A/2002, de 14 de Novembro, o
que, quanto a nós, não deixou de constituir
mais uma injustiça, pois atempadamente, tínhamos
solicitado a quantificação da dívida
em causa.
Assim, a Antral não teve outra alternativa que não
fosse aceitar a exigência do pagamento até ao
fim do ano.
Deste modo, agora somos forçados a liquidar o montante
de 353.987,22euros, ou seja, o total da dívida ao
fisco, com juros calculados a Dezembro de 2004.!
Registe-se que, no caso em apreço, se trata de uma
dívida, relacionada com IVA e IRC de 1994 a 1999,
a que o actual executivo da Antral é totalmente alheio,
pois tomou posse em Janeiro de 2002.
Neste contexto, não obstante a gestão equilibrada
de que sempre deu mostras a direcção a que
presido, como, aliás, se tem podido verificar, nos
relatórios aprovados nas assembleias-gerais, o desembolso
deste montante não pode deixar de ter consequências
na gestão da associação nos próximos
anos.
Também não nos podemos esquecer que, para além
deste desembolso, os encargos mensais subiram em flecha,
não só decorrentes das aquisições
da nova sede e da delegação do Porto, como
o da própria manutenção do prédio
das Olaias.
Neste contexto, temos de equacionar seriamente, a forma como
pretendemos assegurar a estabilidade e o equilíbrio
financeiros da nossa associação.
É
absolutamente necessário aumentar as receitas e procurar
a maior contenção possível nas despesas.
Naturalmente, será esta a altura para a introdução
de taxas na prestação de alguns serviços,
como, p.e., a assistência jurídica. Posto isto,
vamos, então, apresentar o nosso plano de actividades
para 2005:
1. Serviços da Associação
Serviços Gerais
As modernas instalações recentemente adquiridas
pela ANTRAL tem vindo a permitir melhorar ainda mais a qualidade
no atendimento aos nossos associados, assim como, tem possibilitado
a oferta de novos serviços. Procuraremos alargar os
nossos serviços a outros distritos em conjugação
com a vertente comercial da ANTRAL.
Entretanto, dada a mudança de instalações,
não foi possível concluir o trabalho de implementação
da informatização que, cada vez mais, é imprescindível
para assegurar a optimização dos serviços
prestados aos sócios.
Esperamos, no entanto, concluir este trabalho, no primeiro
trimestre de 2005.
Assistência Jurídica
Vamos prosseguir os esforços com vista ao alargamento
destes serviços. Estamos, no entanto, dependentes
do resultado dos contactos com as autarquias capitais de
distrito. Como sabem, ao longo de 2004, temos vindo a contactar
as autarquias das cidades capitais de distrito com vista à disponibilização
de um terreno, que se pretende com cerca de 2.500 metros
quadrados, pois, para além da assistência jurídica,
e de uma estação de serviço, que possa
fornecer combustível, nomeadamente gás e gasóleo,
e lubrificantes, pretendemos instalar um centro de apoio
a todos os industriais do distrito que lhes permita aceder
a uma vasta gama de serviços, tais como a aquisição
e instalação de taxímetros e de lanternas,
etc., etc..
Até agora, não tem sido possível defender
a generalização da utilização
do gás como combustível alternativo, dadas
as dificuldades sentidas no seu abastecimento, dificuldades
que vamos tentar obviar. Também pretendemos que o
referido centro de apoio igualmente possa prestar uma assistência
de âmbito social, de que o nosso sector está bem
carente.
Estatutos e Regulamento Interno
Em reunião dos órgãos sociais foi constituído
um grupo de trabalho para apresentar uma proposta de alteração
dos Estatutos e Regulamento Interno.
Entre as alterações que se aguardam conta-se
a possibilidade de os associados terem direito a tantos votos
quantas as viaturas licenciadas de que é titular.
A proposta que sair deste grupo será submetida a apreciação
do Conselho de Delegados antes de ser discutida em Assembleia-geral.
2. Delegados concelhios
Vamos prosseguir a política iniciada ou seja tentar
dar formação aos delegados concelhios e propor
o reembolso do pagamento da quotização paga
em 2004.
3. Legislação
Em 2005, no que se refere ao CAP, cuja emissão e renovação
se continua a pretender facilitada, a direcção
da Antral vai prosseguir os esforços no sentido de
conseguir ver aprovada legislação que desagrave,
substancialmente, a carga horária dos cursos para
obtenção do certificado. Como sabem, a Antral
tem vindo a propor o máximo de 50 horas para os cursos
tipo II.
Entretanto, estamos a aguardar que a DGTT nos remeta a proposta
de alteração que estão a tentar introduzir
no Decreto-lei 251/98, de 11 de Agosto.
A recente criação das Autoridades para as Áreas
Metropolitanas de Transportes, levaram a que a ANTRAL começasse
a exigir a transferência de competências para
estes organismos que lhes possibilitassem participar activamente
na gestão dos contingentes das referidas áreas.
Assim, propomo-nos a continuar estas reivindicações
no sentido de às Autoridades para as Áreas
Metropolitanas de Transportes lhe serem atribuídas
competências que lhes possibilitem de algum modo tomar
medidas que dinamizem o sector dentro das respectivas áreas.
Iremos continuar a reivindicar junto das entidades governamentais,
no sentido de lhes atribuídas competências que
possibilitem a estes novos organismos a tomada de medidas
que dinamizem o sector dentro das respectivas áreas
metropolitanas
4. Transporte de Doentes
Continuaremos a luta que a ANTRAL tem vindo a desenvolver
nos últimos 3 anos para que sejam atribuídos
aos táxis os transportes dos utentes do serviço
nacional de saúde, que não viajem acamados,
nem precisem de suporte avançada de vida. Continuamos
a aguardar a concretização da promessa dos
dois últimos governos, ou seja a revogação
da portaria 1147/ 2001, de 28 de Setembro, que vai ser
substituída por um diploma que, acreditamos, vai
pôr fim a todos os entraves a que a leitura superficial
da portaria 1147/ 2001, dava azo. Infelizmente, porém,
a actual situação de crise política
não nos permite antever uma solução
para breve.
Tentaremos, no entanto, prosseguir a acção
de sensibilização das ARS para que não
deixe de utilizar os táxis no transporte de utentes
do SNS.
5. Fiscalidade
Continuaremos a fazer sentir ao governo que
este sector apenas pretende garantir um enquadramento fiscal
mais justo,
que poderá consistir, tal como fora prometido, no
anterior Governo, na possibilidade de permitir aos transportadores
a constituição de sociedades de profissionais,
ou, então, em alternativa, através da definição
dos indicadores de rentabilidade que permitam a sua integração
num regime simplificado de tributação por viatura,
sem a obrigatoriedade de escrita organizada.
Sempre entendemos que, atendendo às suas muito específicas
características de exploração, este
sector, por razões óbvias, justifica um tratamento
diferenciado dos restantes contribuintes.
Assim, vamos continuar
reivindicar medidas de excepção
para este sector de transportes, entre outras, a abolição
completa do Imposto automóvel, a anulação
do IVA na compra de viaturas táxi, etc.
6. Segurança
A recente criação da Central de Segurança
nas instalações da ANTRAL, permite-nos continuar
a implementação do sistema de GPS a nível
nacional, nomeadamente nas Câmaras que já mostraram
interesse em aderir a este sistema.
7. Seguros
A ANTRAL, deverá seguir com particular acuidade, a
evolução do tarifário para o sector,
a fim de evitar aproveitamentos menos correctos nesta fase
de transformação, com o início da contagem
dos preços através de taxímetro
8. Acção Social
A ANTRAL, deverá ter como preocupação
fundamental a dinamização da vertente social
através da recém criada FUNDAÇÃO
ANTRAL, assim, deveremos começar esta nova vertente
nas cidades que já demonstraram disponibilidade para
oferecer terrenos que possibilitem a instalação
de Centros de Dia para todos aqueles que serviram o sector
como foi o caso da cidade de Lisboa.
9. Federação Portuguesa dos Transportadores
Rodoviários e outras entidades
Vamos prosseguir a política implementada ao longo
deste ano. Assim, para além de continuar a contribuir
para a dinamização da Federação
de Transportes Rodoviários, vamos continuar a dar
especial atenção a todas as estruturas organizadas
do nosso sector, independentemente das correntes de opinião
que defendam.
10. Revista
Prosseguindo o esforço levado a cabo no corrente ano,
vamos continuar a querer uma revista que constitua um elemento
efectivo como meio de informação do nosso sector
e contributo credível na formação dos
nossos associados.
11. Formação
Como sabem, presentemente, estamos a dar formação
para a renovação do CAP, tendo até ao
momento mais de 6.000 candidatos inscritos para este tipo
de formação.
No primeiro semestre de 2005, iniciaremos a formação
tipo II, para a obtenção inicial do CAP.
12. Concorrência desleal e clandestinos
Embora já se vislumbrem ténues resultados na
punição dos prevaricadores, a ANTRAL deverá continuar
a sua denúncia junto da tutela do sector no sentido
desta intensificar as acções de fiscalização.
13. Vertente comercial
A ANTRAL, detentora a 100% do capital social da recém
criada PROTÁXISÓ, S.A., deve procurar dinamizar
a vertente comercial desta, no sentido de salvaguardar os
interesses dos seus associados, através da oferta
a preços mais reduzidos de produtos utilizados na
indústria.
Com o desenvolvimento desta empresa pretendemos contribuir
para uma dinamização significativa do sector
e para o aumento da qualidade dos serviços prestados.
O Presidente da Direcção,
Florêncio
Plácido de Almeida
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