
De Revista em...
Revista
A Revista ANTRAL assinala neste número a sua centésima
edição, na precisa data em que comemora o seu
vigésimo aniversário. Nascida no segundo trimestre
de 1984, sucessivas direcções souberam desenvolver
e consolidar um projecto que visou desde o início fazer
chegar a informação sectorial junto dos sócios.
Elaborar, produzir e distribuir uma revista não é
tarefa simples ou fácil, mas fazer ao longo dos últimos
20 anos 100 revistas diferentes, sempre com a mesma filosofia,
ou seja, a defesa dos interesses dos industriais de táxi,
é empreitada bem mais complicada do que aquilo que
os nossos associados pensam, pois não nos devemos esquecer
que as pessoas que estão ou estiveram ligados à
sua feitura e difusão nas duas últimas décadas,
são ou foram homens, que tal e qual os seus leitores
exercem ou exerceram funções de industriais
de táxi, mas que, fruto da sua disponibilidade e do
querer da massa associativa da ANTRAL acabaram por desempenhar
ao longo dos anos cargos de dirigentes desta associação.
Dificuldades na sua feitura, atrasos na sua distribuição,
falta de contributos participativos por parte da massa associativa,
bem como, algumas contrariedades na obtenção
de notícias correctas e actualizadas são exemplos
de adversidades, a que um director da revista não pode
ficar alheio, e para as quais terá sempre que procurar
encontrar respostas adequadas através da adopção
de novos métodos e procedimentos, perseguindo sempre
objectivos como a optimização e o melhoramento
das funções e conteúdo da mesma.
Durante muitos anos, os associados da ANTRAL familiarizaram-se
com uma Revista onde à excepção da capa,
contracapa e respectivos versos, todo o miolo era editado
a preto e branco, em papel tipo jornal, com paginação,
títulos e caracteres semelhantes aos de qualquer bom
matutino.
Mas nem por isso a Revista deixou de cumprir a sua missão,
transmitindo aos sócios o trabalho desenvolvido por
sucessivas direcções na defesa legítima
dos interesses sectoriais, divulgando nova legislação
regulamentar com reflexos directos e indirectos no sector,
informando, noticiando, apelando sempre à união
dos industriais e promovendo também valores humanitários.
José Monteiro Nota de Abertura
A quinquagésima edição da Revista,
logo no início de 1996, foi a primeira imprimida a
cores, por decisão da direcção recém-empossada,
que quis dar um toque de modernidade e alegria numa publicação
que era então já acarinhada por todos. Parte
da equipa que trabalha na produção da Revista
desde esse primeiro número 100% colorido ainda hoje
se mantém.
A actual direcção, que empreendeu um ritmo
de actividade e desenvolvimento na vida associativa sem precedentes,
manteve no essencial o conceito de Revista que já estava
criado, relevando os aspectos práticos, tornando-se
mais exigente nos capítulos da qualidade redactorial
e da precisão informativa, alargando também
o número de páginas, que desde o início
de 2002 se tem mantido nas trinta e duas.
Quando olhamos a edição inaugural da Revista
ANTRAL, não deixa de ser curioso constatar que duas
décadas depois do lançamento do primeiro número,
muitos problemas de então mantêm-se ainda nos
presentes dias.
A comprová-lo, transcreve-se de seguida uma passagem
do Editorial da Revista nº 1, da autoria do então
chefe de redacção, Dr. Jorge Fachada: «do
muito que se relatou e comentou, ainda se deu conhecimento
(à Assembleia da República) de que, lamentavelmente,
a Liga dos Bombeiros Portugueses não se dispõe
a aceitar ou compreender as razões de queixa que existem
relativamente às ambulâncias dos bombeiros convertidas,
por vezes em autênticos “táxis brancos”».
Hoje, apraz-nos ouvir da boca de alguns sócios orgulharem-se
de possuir todos os números da Revista, desde a primeira
edição, enquanto outros lamentam a sua triste
sorte por não terem esta ou aquela edição.
É bonito!...
Não esqueçamos porém que o usufruto
do produto de qualidade que presentemente procuramos publicar
se deve, sobretudo, ao esforço, à dedicação
e à “carolice” de muita gente, cuja lista
de nomes seria difícil aqui enumerar na totalidade,
e que ao longo de 100 números souberam manter viva
a chama deste projecto.
Estou plenamente convencido de que, os objectivos que nortearam
a criação da revista ANTRAL foram inteiramente
atingidos ao longo destes 100 números editados. Assim
nesta edição da revista não quero deixar
de como director da mesma agradecer a todos aqueles que pela
sua critica construtiva, pela colaboração desinteressada
através dos seus artigos, pela comparticipação
pecuniária com os seus anúncios publicitários
e pela sua dedicação como directores, acabaram
por tornar possível e uma realidade esta longa caminhada.
Na convicção de que os objectivos para os
quais esta revista foi criada, e para os quais deverá
estar sempre vocacionada foram atingidos na sua plenitude,
ou seja, servir e contribuir para o desenvolvimento dos conhecimentos
e dignificação da imagem dos industriais de
táxi, nada mais me resta do que dizer:
ESTAMOS TODOS DE PARABÉNS!
José Monteiro
Director da Revista
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