41.495 acidentes com
vitimas em 2003
O
Secretário de Estado da Administração
Interna, Nuno Magalhães, presidiu à cerimónia
de apresentação do Relatório da Sinistralidade
Rodoviária referente ao ano de 2003, que teve lugar
nas instalações da DGV, no passado dia 3 de
Junho. Foi ainda efectuado um balanço da sinistralidade
rodoviária no período de Janeiro a Maio de 2004.
Carlos Mosqueira, Subdirector- Geral de Viação,
apresentou também os resultados do projecto POS, tendo
sido assinados protocolos de cooperação entre
a DGV e o LNEC e a DGV e o IDMEC.
Nuno Magalhães procedeu à entrega simbólica
de novos equipamentos de fiscalização à
GNR/ BT e à PSP, nomeadamente 30 alcoolímetros
quantitativos, 120 alcoolímetros qualitativos, 7 sistemas
móveis de controlo de velocidade “Provida”,
700 bloqueadores e 200 POS.
Em 2003 registaram-se 41.495 acidentes com vítimas,
de que resultaram 1.356 mortos, 4.659 feridos graves e 50.599
feridos leves.
Em relação a 2002, assistiu-se a uma redução
de todos os indicadores de sinistralidade: -1,7% acidentes,
-7,7% vítimas mortais, - 2,3% feridos graves e -2,3%
feridos leves.
Tendo em conta os objectivos do Plano Nacional de Prevenção
Rodoviária, que preconiza uma diminuição
de 50% do número de mortos e feridos graves até
ao ano de 2010, com uma maior incidência (60%) nos peões,
utentes de veículos de duas rodas a motor e utentes
acidentados dentro das localidades, o Governo considera que
os níveis de redução atingidos em 2003
face à média do período de 1998 a 2000
(base proposta pela Comissão Europeia), apontam para
um cenário que, embora longe do ideal, se encaminha
para a concretização dos objectivos acima referidos.
Efectivamente,
em relação à média do período
de 1998 a 2000, constata-se que até ao final de 2003
o número acidentes com vítimas mortais baixou
-22,4%, e com feridos graves -38,7%. No que diz respeito aos
peões mortos - 28,9% e feridos graves -41,4%.
Ainda com base no relatório da sinistralidade em
2003, à semelhança do ano 2002, foi dentro das
localidades que ocorreu o maior número de acidentes
(67,4% do total registado em 2003), mas foi fora que estes
assumiram maior gravidade, com os respectivos índices
a atingirem 2,1 dentro e 5,8 fora das localidades.
Os acidentes de 2003 repartiramse por 54,3 de colisões,
29,1% de despistes e 16,6% de atropelamentos, o que corresponde,
grosso modo, ao que já se tinha verificado em 2002.
A velocidade excessiva continua, de longe, a constituir a
principal causa dos acidentes em Portugal. Em 2003, foi responsável
por 56,1% dos mortos em acidentes cujas causas foram desconhecidas,
50,5% dos feridos graves e 43,5% dos feridos leves.
Para além da velocidade excessiva, existe um vasto
conjunto de causas associadas à sinistralidade rodoviária,
de que se destacaram o desrespeito pela cedência de
passagem (13,2% das vítimas), e distracção
dos condutores (11,2%), o desrespeito pelos sinais stop ou
vermelho (6,8%), o desvio brusco (6,1%) e as ultrapassagens
irregulares (3,9%).
Relativamente aos números referentes aos primeiros
meses de 2004, registamos com agrado que até 31 de
Maio ainda não se registou qualquer vítima mortal
no distrito de Portalegre, sendo aquele distrito apontado
por Nuno Magalhães como um bom exemplo.
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