PRESIDENTE DA ANTRAL

Deu entrevista de fundo à "Transportes em Revista"

Em entrevista aos "Transportes em Revista" o Presidente da ANTRAL, Florêncio Almeida, queixou-se da falta de rentabilidade que hoje se vive no sector devido não só ao facto da oferta ser muito superior à procura, uma vez que há táxis a mais, mas também devido ao crescimento do parque automóvel particular

Florêncio Almeida sugere aos poderes políticos algumas soluções para minorar os impactos negativos deste problema: «acho que deviam fazer grandes interfaces nas entradas das cidades com parques vigiados onde as pessoas pudessem deixar os automóveis, utilizando depois outro tipo de transportes» - o Presidente da ANTRAL acredita, no entanto, que com a criação das Autoridades Metropolitanas de Transportes estarão criadas condições para que haja um pouco mais de abertura por parte das entidades oficiais.

O Presidente da ANTRAL sublinhou que a Associação não tem qualquer outro interesse em actuar na area comercial que não seja o de moderar o sector por forma


a tornar os equipamentos mais acessíveis, como aliás está previsto para o fornecimento de taxímetros e lanternas, onde a mediação da ANTRAL ira permitir que os industriais poupem quase 50% na instalação desses equipamentos.
No capítulo dos apoios, Florêncio Almeida, lamenta o facto do programa Alpha Táxis ter sido extinto, achando que os custos da implementação obrigatória dos novos taxímetros e lanternas deveriam ser comparticipados, em parte, pelo Governo.

Em matéria da qualificação dos recursos humanos o Presidente da ANTRAL acusa o legislador de prejudicar o sector: «os recursos humanos têm piorado, por causa da má legislação publicada em 1998. Esta é uma actividade específica e isso não foi tido em consideração. Hoje não existem profissionais certificados que possamos admitir, e por isso há uma larga maioria de taxistas que conduzem sem carta.» - e deixa mesmo uma interrogação que carece de resposta - «Quando só há cursos no Porto, em Coimbra, em Lisboa e em Faro que é que hão-de fazer as pessoas de Bragança; Vila Real, Viana do Castelo e


Braga?».

Florêncio de Almeida denunciou ainda que a maior parte das pessoas que obtêm certificação profissional não vêm trabalhar com táxis, indo para os pesados. Por outro lado, defende que só nos grandes centros é que deveria ser obrigatória a certificação. É igualmente preciso mudar a lei, módulos onde se ensina a regulamentação do sector ou a mecânica não têm qualquer utilidade para os motoristas : «a regulamentação no sector é para os gerentes - os gerentes é que têm de saber como é que se gere o sector».

Para o Presidente da ANTRAL são necessárias mais praças de taxis nas cidades, não se tem apostado tanto quanto se devia nos corredores bus, existem zonas da cidade donde estes, inclusivamente, foram tirados. Faltam corredores para transportes públicos na A5, até à entrada do viaduto Duarte Pacheco e na ponte 25 de Abril. Os transportes públicos precisam de ter mais mobilidade.


                     
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