Mais
um evento memorável
A realização
bienal do Dia do Táxi impôs-se definitivamente como
o grande encontro nacional de Associados na ANTRAL e respectivos
familiares, tendo reunido na FIL do Parque das Nações,
em Lisboa, no passado dia 6 de julho, alguns milhares de pessoas
ligadas ao sector e à ANTRAL.
Não obstante a crise que assola o país e o sector,
o VI Dia do Táxi constituiu um êxito em matéria
de convívio e de mais-valias em prol da nobre actividade
desempenhada por esta industria, animado por um conjunto de espectáculos
inolvidáveis de folclore e música popular, sorteio
de prémios, expositores e, sobretudo, muita animação.
E
se a intenção dos organizadores deste memorável
evento era, acima de tudo, proporcionar aos Sócios e seus
familiares uma oportunidade ímpar de conviverem e sentirem
como é importante que o sector esteja unido e coeso, não
se julgue que o VI Dia do Táxi não deu também
um gigantesco passo em matéria de trabalho para o progresso
deste importante sector de actividade.
Efectivamente, a garantia dada de viva voz pelo presidente
da Câmara Municipal de Lisboa de que aquela entidade irá
subsidiar a implementação do GPS nas viaturas táxi
da cidade de Lisboa, constitui um primeiro e precioso passo para
que o exemplo dado por Pedro Santana Lopes se possa estender a muitos
outros municípios do país, aumentando por esta via
a segurança de todos os empresários do sector, dos
seus motoristas e população em geral.
O
VI Dia do Táxi arrancou no dia 5 de Julho com o 5° Encontro
de Delegados, onde foram mais uma vez debatidos graves problemas
que afectam o sector nos mais diversos pontos do país e apontadas
soluções para a resolução dos mesmos.
Esteve presente mais de uma centena de Delegados neste Encontro.
Nunca um Dia do Táxi foi tão mediatizado como esta
6ª edição do evento. O facto de se desenhar num
horizonte temporal próximo uma paralisação
nacional agendada para o dia 10 de Julho, atraiu ao Parque das Nações
um verdadeiro regimento de jornalistas provenientes dos mais diversos
órgãos de comunicação: televisões,
rádios e jornais, que mostraram ao pais a imagem de uma classe
numerosa e coes disposta a lutar por um regime fiscal mais justo
e menos penalizador.
No
decurso do VI Dia do Táxi o país ficou também
a saber que a ANTRAL é uma das maiores Associações
a nível nacional, dirigida por homens determinados e competentes,
empenhados no desenvolvimento e na construção dum
futuro melhor para a actividade que representam e capazes de lutar
até onde for possível para que o sector seja tratado
com o respeito que de todos merece.
Daí que não seja de estranhar que consideremos o
momento mais alto deste VI Dia do Táxi a entrada na área
de kattering do Pavilhão III da FIL do Presidente da Câmara
Municipal de Lisboa. E isto tanto para o bem como para o mal. Para
o mal porque, infelizmente, o almoço não estava a
decorrer como todos o desejariam. Para o bem porque Pedro Santana
Lopes tornou públicas um conjunto de promessas em áreas
que o sector se encontra profundamente carenciado e que acreditamos
seriamente irá cumprir.
O Presidente da ANTRAL, Florêncio Plácido de Almeida,
fez as "honras da casa", como se costuma dizer, e dirigiu-se
a todos os seus colegas do seguinte modo: «ao longo destes
últimos meses temos vindo a desenvolver em parceria com a
Câmara Municipal de Lisboa a elaboração dum
protocolo que possibilite a implementação do GPS nas
viaturas táxi de Lisboa. Desde já agradecemos à
Câmara Municipal de Lisboa, aqui representada ao mais alto
nível pelo seu Presidente, o enorme esforço financeiro
que isso representa. De qualquer modo, há também que
ter em consideração que a CML ao fazer este investimento
nos táxis da cidade está a criar uma mais-valia para
todos os munícipes que exercem a sua actividade dentro da
cidade de Lisboa».
E o Presidente da ANTRAL explicou porquê: «os táxis
estando equipados com um sistema de segurança dessa natureza
concerteza que a população também se vai sentir
mais segura, em todos os momentos e a todas as horas. Por todas
as ruas da cidade circulam veículos táxi que ao vislumbrar
qualquer complicação, seja esta de roubo de um peão,
de roubo de estabelecimento, incêndio, ou qualquer outro tipo
de anomalia, os táxis estão equipados com um sistema
que em tempo real podem contactar com as forças policiais
para que estas possam agir de imediato e resolver as situações
antes que estas se venham a complicar».
«ESPERO QUE OS TÁXISTAS DE TODO O PAÍS
TENHAM O SEU DIREITO À SEGURANÇA»
Sensível
aos problemas do sector pareceu-nos o Presidente da Câmara
de Lisboa, pelo menos a avaliar pelo teor do discurso que transcrevemos
na íntegra noutro local desta revista. Para além da
instalação do sistema GPS em cerca de 3560 táxis,
Santana Lopes prometeu ceder instalações para a criação
do lar do taxista, a criação de 4 novas praças
de táxis na capital, a colocação de instalações
sanitárias nas praças mais isoladas, a criação
de novos corredores BUS onde o acesso ao transporte privado seja
dificultado, afirmou opor-se a que os direitos dos taxistas sejam
atropelados na questão da nova praça de táxis
no aeroporto de Lisboa, garantiu que ia tomar novas medidas nas
zonas históricas da cidade com vista à interdição
e/ou à aplicação de taxas de circulação
para o transporte privado.
No final do discurso ficou bem patente a popularidade de que goza
Santana Lopes, com muita gente a felicitá-lo e a cumprimentá-lo.
Com a questão do PEC ainda em aberto, Pedro Santana Lopes
referiu estar «do lado da procura de uma solução
equilibrada. Eu em Lisboa sinto duma maneira muito especial aquelas
que são as dificuldades do sector dos táxis»
sublinhou.
«Não podem ser tomadas medidas que atinjam, de forma
drástica este sector, que é fundamental para a actividade
de Lisboa, os taxistas até têm tomado posições
moderadas, não têm recorrido a formas de luta mais
extremas que já foram usadas noutros países, eu espero
que este bom senso continue e vou procurar contribuir para que boas
soluções sejam encontradas» - disse Santana
Lopes.

Relativamente à questão dum hipotético apoio
de outras autarquias à instalação do sistema
GPS nos táxis salientou o seguinte: «espero que os
taxistas de todo o país tenham o seu direito à segurança,
o direito à vida, e à protecção da sua
vida cada vez mais assegurado. Em Lisboa este é o sistema
que vamos adoptar, no resto do país eu falo com o governo,
mas com os meus colegas presidentes de câmara não porque
respeito a área deles».
Ainda segundo Santana Lopes: «estas questões dos transportes
públicos cada vez têm de ser mais das autarquias, vai
ser criada a Autoridade Metropolitana de Transportes, a Carris vai
ser da responsabilidade da Câmara, teremos cada vez mais responsabilidade
no metropolitano, também em relação aos táxis
as câmaras têm de desempenhar um papel cada vez maior».
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