Editorial

Nota de Abertura

Destaque

Protesto contra o Pec

Vida Associativa

Mais um evento memorável

Discurso do Presidente da CML

16 Expositores presentes

Espetáculo de Folclore

Sorteio de prémios

5º Encontro de Delegados

Discurso do Presidente da ANTRAL

Discurso dos delegados

Nasceu Sociedade Anónima PROTAXISÓ

Faleceu Luis Vaz

Associados do Alentejo protestaram defronte ao Ministério da Saúde

Reclamação aos CTT

Descobrir Portugal

Faro

Correio dos Sócios

Digníssimo Ministro da Saúde

A vida da roda

O Distrito de Portalegre e o transporte de utentes do SNS

Mais um evento memorável

A realização bienal do Dia do Táxi impôs-se definitivamente como o grande encontro nacional de Associados na ANTRAL e respectivos familiares, tendo reunido na FIL do Parque das Nações, em Lisboa, no passado dia 6 de julho, alguns milhares de pessoas ligadas ao sector e à ANTRAL.

Não obstante a crise que assola o país e o sector, o VI Dia do Táxi constituiu um êxito em matéria de convívio e de mais-valias em prol da nobre actividade desempenhada por esta industria, animado por um conjunto de espectáculos inolvidáveis de folclore e música popular, sorteio de prémios, expositores e, sobretudo, muita animação.

E se a intenção dos organizadores deste memorável evento era, acima de tudo, proporcionar aos Sócios e seus familiares uma oportunidade ímpar de conviverem e sentirem como é importante que o sector esteja unido e coeso, não se julgue que o VI Dia do Táxi não deu também um gigantesco passo em matéria de trabalho para o progresso deste importante sector de actividade.

Efectivamente, a garantia dada de viva voz pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa de que aquela entidade irá subsidiar a implementação do GPS nas viaturas táxi da cidade de Lisboa, constitui um primeiro e precioso passo para que o exemplo dado por Pedro Santana Lopes se possa estender a muitos outros municípios do país, aumentando por esta via a segurança de todos os empresários do sector, dos seus motoristas e população em geral.

O VI Dia do Táxi arrancou no dia 5 de Julho com o 5° Encontro de Delegados, onde foram mais uma vez debatidos graves problemas que afectam o sector nos mais diversos pontos do país e apontadas soluções para a resolução dos mesmos. Esteve presente mais de uma centena de Delegados neste Encontro.

Nunca um Dia do Táxi foi tão mediatizado como esta 6ª edição do evento. O facto de se desenhar num horizonte temporal próximo uma paralisação nacional agendada para o dia 10 de Julho, atraiu ao Parque das Nações um verdadeiro regimento de jornalistas provenientes dos mais diversos órgãos de comunicação: televisões, rádios e jornais, que mostraram ao pais a imagem de uma classe numerosa e coes disposta a lutar por um regime fiscal mais justo e menos penalizador.

No decurso do VI Dia do Táxi o país ficou também a saber que a ANTRAL é uma das maiores Associações a nível nacional, dirigida por homens determinados e competentes, empenhados no desenvolvimento e na construção dum futuro melhor para a actividade que representam e capazes de lutar até onde for possível para que o sector seja tratado com o respeito que de todos merece.

Daí que não seja de estranhar que consideremos o momento mais alto deste VI Dia do Táxi a entrada na área de kattering do Pavilhão III da FIL do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa. E isto tanto para o bem como para o mal. Para o mal porque, infelizmente, o almoço não estava a decorrer como todos o desejariam. Para o bem porque Pedro Santana Lopes tornou públicas um conjunto de promessas em áreas que o sector se encontra profundamente carenciado e que acreditamos seriamente irá cumprir.

O Presidente da ANTRAL, Florêncio Plácido de Almeida, fez as "honras da casa", como se costuma dizer, e dirigiu-se a todos os seus colegas do seguinte modo: «ao longo destes últimos meses temos vindo a desenvolver em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa a elaboração dum protocolo que possibilite a implementação do GPS nas viaturas táxi de Lisboa. Desde já agradecemos à Câmara Municipal de Lisboa, aqui representada ao mais alto nível pelo seu Presidente, o enorme esforço financeiro que isso representa. De qualquer modo, há também que ter em consideração que a CML ao fazer este investimento nos táxis da cidade está a criar uma mais-valia para todos os munícipes que exercem a sua actividade dentro da cidade de Lisboa».

E o Presidente da ANTRAL explicou porquê: «os táxis estando equipados com um sistema de segurança dessa natureza concerteza que a população também se vai sentir mais segura, em todos os momentos e a todas as horas. Por todas as ruas da cidade circulam veículos táxi que ao vislumbrar qualquer complicação, seja esta de roubo de um peão, de roubo de estabelecimento, incêndio, ou qualquer outro tipo de anomalia, os táxis estão equipados com um sistema que em tempo real podem contactar com as forças policiais para que estas possam agir de imediato e resolver as situações antes que estas se venham a complicar».

«ESPERO QUE OS TÁXISTAS DE TODO O PAÍS TENHAM O SEU DIREITO À SEGURANÇA»

Sensível aos problemas do sector pareceu-nos o Presidente da Câmara de Lisboa, pelo menos a avaliar pelo teor do discurso que transcrevemos na íntegra noutro local desta revista. Para além da instalação do sistema GPS em cerca de 3560 táxis, Santana Lopes prometeu ceder instalações para a criação do lar do taxista, a criação de 4 novas praças de táxis na capital, a colocação de instalações sanitárias nas praças mais isoladas, a criação de novos corredores BUS onde o acesso ao transporte privado seja dificultado, afirmou opor-se a que os direitos dos taxistas sejam atropelados na questão da nova praça de táxis no aeroporto de Lisboa, garantiu que ia tomar novas medidas nas zonas históricas da cidade com vista à interdição e/ou à aplicação de taxas de circulação para o transporte privado.

No final do discurso ficou bem patente a popularidade de que goza Santana Lopes, com muita gente a felicitá-lo e a cumprimentá-lo.

Com a questão do PEC ainda em aberto, Pedro Santana Lopes referiu estar «do lado da procura de uma solução equilibrada. Eu em Lisboa sinto duma maneira muito especial aquelas que são as dificuldades do sector dos táxis» sublinhou.

«Não podem ser tomadas medidas que atinjam, de forma drástica este sector, que é fundamental para a actividade de Lisboa, os taxistas até têm tomado posições moderadas, não têm recorrido a formas de luta mais extremas que já foram usadas noutros países, eu espero que este bom senso continue e vou procurar contribuir para que boas soluções sejam encontradas» - disse Santana Lopes.


Relativamente à questão dum hipotético apoio de outras autarquias à instalação do sistema GPS nos táxis salientou o seguinte: «espero que os taxistas de todo o país tenham o seu direito à segurança, o direito à vida, e à protecção da sua vida cada vez mais assegurado. Em Lisboa este é o sistema que vamos adoptar, no resto do país eu falo com o governo, mas com os meus colegas presidentes de câmara não porque respeito a área deles».

Ainda segundo Santana Lopes: «estas questões dos transportes públicos cada vez têm de ser mais das autarquias, vai ser criada a Autoridade Metropolitana de Transportes, a Carris vai ser da responsabilidade da Câmara, teremos cada vez mais responsabilidade no metropolitano, também em relação aos táxis as câmaras têm de desempenhar um papel cada vez maior».

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