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ANIECA aderiu à FPTR

Teve lugar no dia 30 de Junho, nas instalações da ANTRAM, a cerimónia de filiação da Associação Nacional dos Industriais do Ensino de Condução Automóvel (ANIECA) na Federação Portuguesa de Transportadores Rodoviários (FPTR).
A ANTRAL esteve representada nesta cerimónia pelo seu Director, Alfredo Gama Santos, e pelo Secretário-Geral, João Chaves.
A FPTR foi criada há cerca de 3 anos pelas Associações, ANTRAL ANTRAM e ANTROP, acolhendo já no ano em curso a adesão da APAVT e da ANIECA, totalizando agora 5 Associações.
Para o Presidente da Direcção da FPTR, Álvaro Teixeira: «a adesão da ANIECA representa o reforçar numa área que, recentemente, começou a ganhar a devida expressão na Federação, a prevenção e segurança rodoviária, sendo mais um passo no reforço do Associativismo do sector rodoviário». Entretanto já foram iniciados contactos com outras Associações ligadas ao modo rodoviário: «até ao final do ano iremos contar com mais uma Associação filiada na FPTR».

Mais um bairro
de Lisboa com trânsito
condicionado

A partir de agora o bairro histórico lisboeta de Alfama dispõe do idêntico condicionamento de trânsito ao do Bairro Alto. Somente os veículos que possuam identificadores tipo “Via Verde”, designadamente residentes, comerciantes e profissionais liberais, para além dos transportes públicos, podem aceder, circular e estacionar na Zona Controlada de Alfama. Esta medida da Câmara Municipal de Lisboa coincide com um processo global de requalificação dos bairros históricos, envolvendo medidas de segurança, obras de recuperação de edifícios e vias, bem como melhoramento ao nível da iluminação pública e sinalização. O êxito obtido no Bairro Alto, onde hoje se começam a ver esplanadas de recreio em zonas que outrora estavam, permanentemente, repletas de carros, deu confiança ao executivo camarário liderado por Santana Lopes para estender esta medida a outros bairros da capital.

O Presidente da ANIECA, Eduardo Ferreira Dias referiu o seguinte: «o nosso empenho vai ser total para que a Federação seja uma voz activa junto da administração».
«Há áreas em que teremos uma colaboração especial, nomeadamente, a segurança rodoviária, a formação profissional, matérias de âmbito fiscal, o relacionamento e a preocupação de contribuir para uma administração mais aberta, transparente e célere, pensamos que são tudo áreas em que poderemos dar uma colaboração valiosa» - afirmou o Presidente da ANIECA.
Carlos Mosqueira, Sub-Director Geral de Viação, em representação do Director Geral de Viação, felicitou a FPTR por ter mais um membro no seu seio, afirmando estar convencido que «grande parte das preocupações da Federação prendem-se com a segurança rodoviária».
«Infelizmente, quando pensamos que estamos no bom caminho há um conjunto de acidentes que nos estragam as estatísticas » - lamentou Carlos Mosqueira - «estou convencido que 90% dos acidentes devem-se à responsabilidade dos condutores. Tem de haver uma enorme sensibilização em termos de formação e educação cívica junto dos condutores» - concluiu.

Sistema de informação
de transportes

O Gabinete de Estudos e Planeamento (GEP) do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Habitação, acaba de criar o Sistema de Informação de Transportes (SIT), um projecto que visa, fundamentalmente, colmatar as lacunas existentes no que se refere ao acesso à informação sobre o sector.
A informação estatística a disponibilizar, num primeiro momento, irá cobrir gradualmente todos os modos e áreas de intervenção do sector transportes. Posteriormente, é intenção do GEP ir recuando no tempo, a fim de constituir séries cronológicas dos dados mais relevantes. Num segundo momento, o SIT evoluirá para plataformas tecnológicas mais complexas a que poderão corresponder outras funcionalidades.
Os dados são apresentados numa óptica modal (opção mais funcional para a grande maioria das buscas a realizar, mas não inviabilizando outras buscas como poderá ser constatado na pesquisa que queira desenvolver), sendo desagregados, num segundo nível, por tema. São ainda apresentados dados de enquadramento socio-económico. Os grupos temáticos correspondem a categorias da informação, tais como: infra-estruturas, meios disponíveis para a produção, indicadores económicos e financeiros das empresas, pessoal, tráfego, transporte de passageiros, transporte de mercadorias, segurança, energia e ambiente.


Os malefícios
do excesso
de ruído

Para quem na sua
esmagadora maioria exerce
a sua actividade em áreas
urbanas pejadas
de automóveis dia e noite,
terá, certamente, no
excesso de ruído um dos
seus principais inimigos.

 

O excesso de ruído deixa marcas para toda a vida. Um dos principais problemas associados ao ruído é o da surdez precoce. Após uma exposição ao ruído, as primeiras alterações morfológicas são detectáveis nas células interiores e exteriores que forram o receptor de audição, sendo as mesmas destruídas após uma longa exposição a sons de alta frequência. As perturbações mecânicas do ouvido podem ocorrer devido a níveis muito altos e instantâneos de pressões sonoras.
Mas existem outros problemas causados pelo ruído, a saber: falhas e alterações comportamentais, dificuldades de concentração, perda de autoconfiança, sentimento geral de fadiga sem causa aparente, irritabilidade, perda de capacidade de trabalho, stress, dificuldades no relacionamento com os outros, etc.
O ruído tem igualmente implicações negativas sobre o sono em muitos indivíduos. Durante a noite, mesmo quando estamos a dormir, o ruído pode provocar o aumento da tensão arterial, aumento do ritmo cardíaco, aceleração do pulso, vasoconstrição e alterações respiratórias. Logo, a exposição prolongada a ruídos intensos pode desenvolver doenças como a hipertensão e cardíaca isquémica.
Os grupos mais vulneráreis aos problemas causados pelo ruído, para além dos idosos, são também indivíduos dados a crises de depressão. Os sintomas mais comuns quando se começa a manifestar perda ou perturbação de audição são, nomeadamente, alguns tipos de sons cuja percepção surge de forma distorcida, a sensação de um ruído de fundo nos ouvidos ou mesmo de campainhas, sobretudo no silêncio nocturno.
Embora não se encontre ainda cientificamente provado, há quem defenda a teoria de que se o ruído não é a causa directa de doenças mentais, pelo menos acelera e intensifica o desenvolvimento das chamadas perturbações mentais. Neste casos os sintomas passam pelo stress emocional, a ansiedade, as perturbações nervosas, dores de cabeça, conflitualidade, impotência sexual, náuseas, instabilidade, alterações comportamentais, neuroses, psicoses e histeria. As reacções mais sérias verificamse quando o ruído se faz acompanhar por vibrações e os seus componentes são de baixa frequência, quando se manifesta por impulsos como as explosões ou quando aumenta esporadicamente em relação ao habitual.
Num estudo divulgado em 1995, foi estimado que a nível mundial existem cerca de 120 milhões de pessoas com dificuldades auditivas. Quanto aos trabalhadores expostos a níveis altos de ruídos industriais num período entre 5 e 30 anos, apresentam níveis elevados de tensão arterial.


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