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ASSEMBLEIA GERAL

Deu “luz verde” à aquisição
do novo edifício sede

A ANTRAL realizou no dia 30 de Agosto, no Hotel Altis Parque de Lisboa, uma Assembleia Geral extraordinária, onde foram aprovadas duas importantes propostas da Direcção, nomeadamente a alienação do actual edifício sede e aquisição de novas instalações para a sede e das lojas e dos serviços da Protaxisó, e a definição das regras de utilização do Fundo ANTRAL.

No decurso duma Assembleia verdadeiramente histórica, que não teve, no entanto, a participação que seria desejável, quase todos os Associados presentes acabariam por sair da sala com a convicção que tinham contribuído para que a ANTRAL pudesse dar um dos maiores passos da sua história rumo à construção dum futuro onde irá imperar a modernidade e o reforço da eficácia dos serviços que presta. Estamos a falar da aprovação por esmagadora maioria em Assembleia Geral do ponto 2 da ordem de trabalhos: apreciação, discussão e eventual aprovação de uma proposta da Direcção para a alienação do actual edifício sede e aquisição de novas instalações para a sede da associação e instalação das lojas e dos serviços da Protaxisó.

Ainda antes da Assembleia ter início aDirecção da ANTRAL proporcionou a oportunidade aos Sócios de visitarem as futuras instalações da Sede, acompanhando- os mesmo numa visita guiada, sendo consensual que todos gostaram daquilo que viram.

O Presidente da ANTRAL explicou à Assembleia as principais vantagens existentes na aquisição do novo edifício, incluindo as limitações, devidamente documentadas, para a recuperação do actual edifício sede, para além dos valores astronómicos orçamentados na sua restauração o valor que está a ser oferecido pelo edifício da António Cândido satisfaz plenamente as pretensões da Direcção.

«Nós só podemos ter bons animais se lhe dermos boa comida e boa mesa. A compra daquele imóvel projecta-nos no século 7 XXI» - afirmou um Associado da ANTRAL no decurso da sua intervenção.

Florêncio de Almeida sublinhou, com a seguinte frase, que chegou a altura da ANTRAL retomar a sua verdadeira posição: «Em 1975 a ANTRAL era a Associação com origem no GITA mais rica e agora é a mais pobre». Mas se em Lisboa o problema irá ser resolvido graças ao trabalho da Direcção e à vontade dos Sócios, no Porto, segundo o Vice-Presidente da ANTRAL, José Monteiro, as instalações existentes desde há muito não satisfazem as necessidades daquela Delegação, mas mesmo assim deu o seu aval à compra do novo edifício porque considera ser um bom negócio para a Associação.

O Director Alfredo Gama, um dos grandes defensores do projecto, falou da visão de futuro da actual Direcção: «ou vivemos o dia a dia sem ambição ou somos ambiciosos, este projecto é aliciante, e a mim parece-me que estamos a comprar bem e a vender melhor». Houve mesmo um Associado que chegou a afirmar o seguinte: «É um bom negócio, até eu o faria se tivesse dinheiro!».

Na hora da votação do ponto 2 da ordem de trabalhos os Associados votaram esmagadoramente a favor da proposta da Direcção. Houve apenas 3 votos contra e uma abstenção.

Também o ponto 3 da ordem de trabalhos foi votado favoravelmente.

O Presidente da ANTRAL prestou ainda alguns esclarecimentos sobre a legislação do sector e a situação fiscal, anunciando em primeira mão que já se encontrava agendada uma reunião para criar o “Grupo de Trabalho” prometido pelo Governo no âmbito do PEC.

EDIFÍCIO SEDE

Proposta da Direcção
Como se sabe, a Antral está instalada no centro de Lisboa, num prédio de habitação, construído no princípio do século XX, adaptado a serviços de escritório.
E, como sucede em quase todos os casos semelhantes, as adaptações não conseguem racionalizar a utilização do espaço.
É o que se verifica com este prédio e esta dificuldade é sentida, principalmente, nesta altura, em que o telhado e o interior se encontram deteriorados, e se pretende proceder à instalação da Protaxisó, empresa, como sabem, 100%, da Antral, e que urge rentabilizar desde já.
De registar, que proceder às reparações e alterações necessárias, sem as quais não se poderão rentabilizar estas instalações, implicaria um custo que ronda1.500.000,00 euros. Para poder rentabilizar a Protaxisó são requeridas instalações com outras funcionalidades. Na verdade, entre outras, é necessário dispor de lojas e de salas para dar formação. Depois de uma demorada e detalhada consulta ao mercado, encontrámos um prédio que preenche cabalmente as nossas necessidades.
Trata-se do prédio descrito no folheto anexo, que se encontra pronto a ocupar, desde já, e que já se encontra dotado de infra-estruturas, avaliadas, a preços de hoje, num valor muito próximo dos 5.000 000 euros.
O negócio, que já mereceu o acordo dos órgãos sociais, envolve a permuta do actual edifício sede, sito na Rua Dr. António Cândido, 8, em Lisboa, ficando a Antral de liquidar um diferencial de 2.000.000,00 euros.
Entretanto, nos contactos estabelecidos com entidades oficiais, surgiu a hipótese de a Antral poder contar com um apoio substancial que facilitaria a aquisição pretendida.
Este apoio, contudo, não poderá ser formalizado, antes da aprovação do orçamento referente a 2004. De qualquer forma, porém, após uma análise cuidada da situação e um estudo da engenharia financeira necessária para viabilizar o negócio, mesmo sem contar com qualquer apoio externo, chegamos à conclusão de que podemos, com segurança, concretizar a aquisição pretendida. Como se pode constatar, a área útil do prédio atinge os 2.200 m2 e, nesta fase, podemos instalar, perfeitamente, os serviços da Antral e da Protaxisó, em pouco mais de metade daquele espaço, peloque poderemos, entretanto, libertar a área excedente, que atinge 1032 m2 para o mercado do arrendamento. Na zona das Olaias, o valor do arrendamento, em espaços situados em edifícios semelhantes, atinge valores que chegam a ultrapassar os 17,00 euros /m2.
Quer isto dizer que o arrendamento daquela área poderá atingir o valor de 17.544,00 euros /mês.
Até hoje, temos uma proposta de um banco para o financiamento da aquisição em leasing, que envolve o encargo mensal de 17.081,03 euros.
Em 22 deste mês de Agosto, vamos ter uma reunião com responsáveis de outra instituição bancá- ria, que se prevê possa apresentar uma proposta de 15.000,00 euros /mês, uma vez que o prazo pode ser alargado a 15 anos, por se tratar de um financiamento com o recurso a crédito hipotecário.
Foi proposto à Assembleia Geral que concedesse autorização à Direcção da Antral para concretizar o negócio que passa pela alienação do edifício da Rua Dr. António Cândido, 8, em Lisboa, onde se encontra actualmente a sede e pela aquisição do prédio sito em Lisboa, na Rua Américo Durão n.º 20-A, 20-B, 20, 20-C e 20-D e Av. Eng. Arantes de Oliveira n.ºs 15-A, 15-B,15, 15-C, 15- E e 15-F, na freguesia da Penha de França, Urbanização da Encosta das Olaias, anteriormente designado por lote Catorze C, núcleo três, inscrito na matriz predial urbana sob o artigo 657, da freguesia do Alto do Pina, concelho de Lisboa e descrito na Sexta Conservatória de Registo Predial de Lisboa sob a ficha 605 da freguesia da Penha de França, contra o pagamento de um diferencial de 2.000.000,00 euros.

O Presidente da Direcção
Florêncio Plácido de Almeida

FUNDO ANTRAL

Proposta da Direcção
De acordo com o regulamento aprovado, em Assembleia Geral, de 3 de Agosto de 1996, o Fundo tem como objecto dotar a Antral dos meios financeiros necessários ao incremento do seu património, a acções de carácter social ou de apoio aos associados, com base nas regras de utilização definidas em Assembleia Geral.
Nestes termos, importa definir estas regras. Como sabem, a Antral está a atravessar uma fase extremamente importante da sua vida. Constituiu uma sociedade anónima para desenvolver a parte comercial, que tudo indica vai representar um papel muito, mas muito importante nas relações com os associados e, a curto prazo, vai gerar recursos financeiros que permitirão dotar a Antral dos meios necessários para prestar um cada vez mais eficiente e melhor serviço.
Está a certificar-se junto do INOFOR, para poder começar a beneficiar dos fundos postos à disposição para acções de formação.
Como muitos sabem, em Évora e Faro estão a decorrer os primeiros cursos de formação, nas instalações das delegações, que sofreram obras de adaptação e foram equipadas com o material necessário.
No Porto e em Coimbra não podemos utilizar as nossas delegações que nem com obras poderão preencher os requisitos necessários.
Assim, temos de equacionar a aquisição de novas instalações para estas delegações. E não tenhamos dúvidas, temos que nos preparar para ganhar os desafios do século XXI. Temos que estar preparados para a qualificação dos serviços que prestamos, e também temos que estar preparados para as acções de formação necessárias e entendemos que, nestas matérias, não podemos andar a reboque de ninguém, temos de ter a lucidez e a coragem imprescindíveis para sermos pioneiros e servirmos de exemplo.
E, assim, temos que promover quer a aquisição de equipamentos, quer de instalações, de forma a podermos não só vencer os desafios que temos pela frente mas, também, dotar a associação dos meios que lhe permitam rentabilizar a sua actividade. Nestes termos, proponho que a cláusula 6.ª do regulamento do Fundo, aprovado em Assembleia Geral de 3 de Agosto de 1996, passe a ter a seguinte redacção:
Cláusula 6.ª
«No intuito de viabilizar a dinamização da Antral e da Protaxisó, empresa 100% Antral, a Direcção pode utilizar verbas do Fundo Antral, para aquisição de equipamentos e bens imobiliários para instalações de delegações, com prioridade para Porto e Coimbra, bem como em situações pontuais, para reforço de tesouraria. As verbas utilizadas deverão ser repostas no Fundo Antral, logo que as disponibilidades financeiras da associação ou da Protaxisó o permitam.»

O Presidente da Direcção
Florêncio Plácido de Almeida


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