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ANTRAL procura sensibilizar autarquias

A Direcção da ANTRAL tem-se deslocado a variadíssimas câmaras municipais, de norte a sul do país, procurando sensibilizar as autarquias para a importância económica e social da actividade que representa, participando em inúmeras reuniões, no intuito de demover algumas destas de aplicarem taxas pesadas nos respectivos Regulamentos Municipais de substituição de viaturas táxi.

Tem sido um trabalho árduo, diremos mesmo hercúleo, mas absolutamente indispensável para sempre que possível evitar males maiores.

Vários municípios com quem reunimos compreenderam a veracidade dos nossos argumentos, optando pela prática de taxas com valores moderados, próximos daqueles que eram aplicados ao abrigo da anterior legislação. A ANTRAL felicita os executivos camarários que, pela forma exemplar e totalmente responsável como têm conduzido os respectivos processos de taxação, perceberam desde o início que uma actividade onde a falta de rentabilidade é evidente não poderia ser vista como a "galinha dos ovos de ouro".

Paralelamente, a Direcção da ANTRAL lamenta que apesar de todos os esforços desenvolvidos, algumas câmaras ainda não se consciencializaram das graves repercussões dos elevadíssimos valores que estão a aplicar a um sector conjunturalmente em crise, vendo na nossa actividade um alvo indefeso a abater e donde procuram extrair pesadas receitas.

Já reunimos com a Associação Nacional de Municípios, a quem transmitimos as nossas preocupações, e que nos prometeu procurar sensibilizar os seus Associados para este problema, procurando que nos seja cobrado apenas o justo valor do serviço prestado.

Desde o início que a ANTRAL criticou a nova legislação, antevendo as disparidades que daí poderiam advir, julgando mesmo que em alguns casos, eventualmente, estarão a ser violados os princípios da sã concorrência, uma vez que considera que um empresário que pague a exorbitância de 250 euros de taxa pela substituição de uma viatura não se encontra em igualdade de circunstâncias com um que pague 12,5 euros pelo mesmo serviço burocrático. E isto acontece, e por vezes em municípios vizinhos!

ASSIM NÃO!

Esteve na Associação um Sócio com um aviso da DGV para entregar a sua carta de condução por um período de 60 dias, na sequência de uma infracção que originou a aplicação de uma multa.

Analisados os factos passou-se o seguinte: em determinado dia do ano passado, virou à esquerda em local onde essa manobra era proibida, no intuito de conseguir chegar mais rapidamente ao hospital por transportar um doente em situação de urgência, o que à luz do Código da Estrada, como se sabe, independentemente das circunstâncias, é considerado manobra perigosa.

Passado algum tempo recebeu o aviso para pagar a multa. Não nos consultou e pagou a multa. Mais tarde recebe uma notificação, não a lê, não liga ao assunto, guardando-a numa gaveta. Só hoje, passados vários meses e esgotados todos os prazos legais aparece-nos então na ANTRAL, com o tal aviso para entregar a carta de condução pelo período de 60 dias!

Deixou passar todos os prazos possíveis para podermos tentar que, pelo menos, não lhe fosse apreendida a carta. E agora?.. ainda vamos ver se é possível fazer alguma coisa, mas seria tudo bem mais fácil se tratado na altura própria, dentro dos trâmites legais.

Atenção:

leiam por favor toda a correspondência que recebam relativa à nossa actividade. No caso de multas, dirijam-se aos nossos serviços; estamos aqui para ajudar a resolver tudo o que seja possível resolver, ou pelo menos atenuar, mas há circunstâncias e prazos que têm de ser cumpridos.

Quando tiverem dúvidas não hesitem em nos consultar!...mas, por favor, ajudem-nos a ajudar-vos!

O seu a seu dono!
O Vice-Presidente da ANTRAL, José Morteiro, em entrevista concedida ao "Jornal de Notícias" do passado dia 17 de Fevereiro, lamentou que neste momento haja centenas de táxis parados por falta de motoristas, sublinhado que as dificuldades criadas ao sector para obter a certificação profissional encontra-se a limitar fortemente o acesso à actividade. ,
Esta entrevista foi conduzi da por Inês Schreck do corpo redactorial do "Jornal de Notícias", tendo José Monteiro um pequeno reparo a fazer relativamente à interpretação da jornalista que refere erradamente o seguinte: «outra das injustiças que atormenta o sector é o facto dos proprietários dos táxis poderem autopropor-se a exame e evitar as cerca de 200 horas de formação» - o que como se sabe não é verdade.
Efectivamente, o Vice-Presidente da ANTRAL, consciente de que esta entrevista foi lida por muitos e face às responsabilidades inerentes ao seu cargo, não quer de forma alguma que uma ideia errada se propague, já que aquilo que transmitiu à jornalista do "JN" foi o seguinte: «os candidatos ao certificado de aptidão profissional, deveriam poder igualmente autopropor-se a exame, por forma a ficar em igualdade de circunstâncias com os candidatos ao Certificado de Capacidade Empresarial».
Como é do conhecimento dos Associados, a Direcção da ANTRAL tem desenvolvido esforços em todos as frentes: governo, administração' pública, comunicação social, etc., no sentido de que o governo desbloqueie legislação que permita flexibilizar o acesso à carteira profissional, já que a actual situação está a "asfixiar" o sector. Foi neste contexto que José Monteiro denunciou ao maior jornal do Norte do país a gravidade duma situação que se arrasta há já demasiado tempo e que urge alterar rapidamente.

Director: Alfredo Gama Santos; Sub-Director: José Monteiro; Chefe de redacção: J. Cerqueira; Colaboradores: TODOS OS SÓCIOS; Edição e Propriedade: ANTRAL - Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros; Design e maquetagem: João Cazenave; Realização gráfica: SOGAPAL Av. Cavaleiro - Portela da Ajuda, 27/95 - Linda-a-Velha; Publicidade: J. Cazenave - 219 545 151; ORGÃOS SOCIAIS: MESA DA ASSEMBLEIA GERAL - PRESIDENTE: Adrião Mateus; VICE-PRESIDENTE: Jorge da Silva Liberato; VOGAL: Joaquim Tinoco; SUBSTITUTO: Vilas Boas - CONSELHO FISCAL: PRESIDENTE: José Mamede; VICE-PRESIDENTE: António Alves; VOGAL: Francisco Pereira; SUBSTITUTO: Pedro Albuquerque - DIRECÇÃO: PRESIDENTE: Florêncio Plácido de Almeida; VICE-PRESIDENTE: José Monteiro; VOGAL: António Ribeiro; VOGAL: Alfredo Gama Santos; VOGAL: José Oliveira; SUBSTITUTO: Henrique Cardoso; SUBSTITUTO: José Domingos - SECRETÁRIO GERAL: João A. S. Chaves - SEDE: Rua Dr. António Cândido, 8 - 1050-076 Lisboa Codex - Tel: 21 356 38 31/2 Fax: 21 356 38 35. DELEGAÇÕES: PORTO: Rua do Campo Alegre, 17 - 2º - 4150-177 Porto - Tel: 22 609 98 55/25 Fax: 22 600 08 73 · COIMBRA: Rua da Sofia, 59 - 1º - 3000-390 Coimbra - Tel: 239 82 20 08 Fax: 239 82 24 72 ÉVORA: Rua do Cicioso, 29 - 7000-658 Évora - Tel: 266 70 05 44. Fax: 266 70 05 44. FARO: Rua Engº José Campos Coroa, Lote 19, Loja Esq. 8000-340 - Tel: 289 82 72 03 Fax: 289 80 68 98 · Periodicidade: BIMESTRAL - Tiragem: 10.000 exemplares - Preço: 2,24 Euros - DISTRIBUIÇÃO GRATUITA AOS SÓCIOS - Assinatura anual: Continente -29,93 Euros - Estrangeiro - 44,89 Euros - Inscrito na Secretaria Geral da Justiça com nº 105815


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