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Preparar o futuro

As empresas de táxis - e quando nos referimos a "empresas de táxis': falamos de micro empresas na
sua esmagadora maioria, explorando apenas uma viatura cujo proprietário é simultaneamente o único trabalhador, estão cada vez mais débeis, com rentabilidade baixíssimas, conseguidas apenas graças a um esforço acrescido de horas de trabalho, cuja razoabilidade já não é comum nem usual na Europa Comunitária, sem capacidade de renovar frotas ou até, por vezes, de assegurar a manutenção adequada da viatura.

Para o empresário vários factores fundamentais estão na origem desta degradação progressiva, dos quais destacamos a deterioração das tarifas que jamais foram actualizadas de acordo com o nível de inflação, factor que afecta transversalmente a estrutura dos custos de exploração; a concorrência desleal sem qualquer tipo de controlo executada por carros (especialmente carrinhas) particulares e, no caso dos utentes do Serviço Nacional de Saúde, a utilização indiscriminada e abusiva de ambulâncias e carrinhas de corporações de bombeiros.

Nos últimos anos registou-se um aumento exponencial do parque automóvel particular que, por circularem e estacionarem sem grandes preocupações de respeito pelas normas de circulação expressas no Código da Estrada, aparcando de forma totalmente anárquica, face a uma escassa ou quase nula fiscalização dissuasora, que caso fosse respeitada permitiria velocidades de circulação dos transportes públicos muito superiores às baixas velocidades médias a que, nas actuais circunstâncias, estão sujeitas.

Este conjunto de circunstâncias tem empurrado o sector progressivamente para uma preocupante degradação da qualidade dos serviços prestados, pois a dificuldade ou, para ser mais preciso, a impossibilidade de cumprir a legislação laboral em vigor, leva, em alguns casos, à subcontratação de motoristas em condições ilegais, que acaba por colocar os industriais em situações de grande instabilidade, insegurança e acrescida vulnerabilidade perante as entidades fiscalizadoras.

Nada de novo afinal, que não tenha sido dito já, vezes sem conta, e debatido com as mais diversas entidades, em que nós confiamos que nos podem e devem ajudar. Infelizmente o tempo passa e não se vê nada! Os responsáveis de quem dependemos, governo incluído, parecem insensíveis à importância do nosso sector.

A legislação vai evoluindo de forma lenta e quase sempre desajustada da nossa realidade. O divisionismo reina na nossa actividade. O facto das entidades que se arrogam a representatividade do nosso sector não se entenderem e disputarem o protagonismo das medidas, quase torna imperioso consensualizar para poderem ser energicamente reivindicadas, já que estas acabam por surgir tímidas, por vezes contraditórias e, portanto, sem a credibilidade e força fundamentais para que não se passe e desperdice o tempo em discussões estéreis, que quase sempre deixam tudo na mesma... ou ainda pior!

Será que a oportunidade ímpar, porventura única nos tempos mais próximos, que representa para o nosso sector a participação na criação e consequentes discussões na organização das áreas metropolitanas de transportes, se mostrará suficientemente importante para que Associações do nosso sector, independentemente do "peso" de cada uma delas, serão capazes de concertar ideias e falar com uma só voz?". Desejo sinceramente que sim, para que o "eco" das nossas reivindicações possa chegar a todos os lados onde tem que ser ouvido.

Este é o desafio que se aproxima. Este é um dever que teremos de nos esforçar por cumprir.

Alfredo Gama Santos
Director da revista


Falta de assistência

Foi publicado, no jornal Correio da Manhã do dia 26 de fevereiro do corrente ano, uma notícia chocante para todos nós.

Uma jovem de 19 anos, residente em Calvão, Vagos, quando se encontrava num café-pastelaria na Tocha, teve um ataque de choro compulsivo, arrancando os cabelos, mordendo-se a ela própria e ameaçando matar-se, acabando, por fim, por desmaiar.

Este triste episódio torna-se ainda mais chocante pela falta de assistência a esta jovem: depois de diversos telefonemas efectuados por um casal amigo para o 112, e após duas horas de espera por uma ambulância, tiveram que a transportar no seu próprio carro ao Hospital da Figueira da Foz, uma vez que a resposta dada pelo médico de serviço no Centro de Orientação de Doentes Urgentes de Coimbra, considerou que a Situação não justificava o envio de uma ambulância que, no caso, seria da secção de Tocha dos Bombeiros Voluntários de Cantanhede.

Mais tarde um porta-voz do INEM vem justificar a actuação do médico de serviço invocando que não lhe tinham dado conhecimento da situação de tentativa de suicídio e desmaio.

Ora, eu penso que a razão para o sucedido não se prende com a omissão de referida informação mas sim por não haver ambulâncias disponíveis para fazer o transporte desta doente.

Na verdade, todos sabemos que, nos dias de hoje, as ambulâncias andam a fazer serviços que não deveriam fazer e que, infelizmente, as associações de Bombeiros já não são associações humanitárias e de socorro, mas sim empresas de transporte público. E como fazem todo o tipo de transportes, quando existe algum serviço de emergência, não estão disponíveis.

Penso que já é tempo deste governo alterar a Portaria n. o 1 147/ 2001, de 28 de Setembro e remeter-se aos "bombeiros" apenas a prestação dos serviços de emergência, por forma a deixarem os outros serviços de transportes para as empresas vocacionadas para o efeito, que pagam os seus impostos e que estão sempre disponíveis para o fazerem.

Haja coragem política de pôr essas associações a prestarem os serviços que deram origem à sua criação e à sua razão de ser!

O Presidente Florêncio Plácido de Almeida

FALECIMENTO

Faleceu. no passado dia 8 de Janeiro de 2003, Manuel Alves da Silva, representante da firma Táxi Manuel Silva & Canito, Lda, Associada n° 15 093, sediada em Vila do Conde.

Aos familiates do nosso Associado a ANTRAL manifesta o seu voto de profundo pesar, apresentando os seus pêsames.

Director: Alfredo Gama Santos; Sub-Director: José Monteiro; Chefe de redacção: J. Cerqueira; Colaboradores: TODOS OS SÓCIOS; Edição e Propriedade: ANTRAL - Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros; Design e maquetagem: João Cazenave; Realização gráfica: SOGAPAL Av. Cavaleiro - Portela da Ajuda, 27/95 - Linda-a-Velha; Publicidade: J. Cazenave - 219 545 151; ORGÃOS SOCIAIS: MESA DA ASSEMBLEIA GERAL - PRESIDENTE: Adrião Mateus; VICE-PRESIDENTE: Jorge da Silva Liberato; VOGAL: Joaquim Tinoco; SUBSTITUTO: Vilas Boas - CONSELHO FISCAL: PRESIDENTE: José Mamede; VICE-PRESIDENTE: António Alves; VOGAL: Francisco Pereira; SUBSTITUTO: Pedro Albuquerque - DIRECÇÃO: PRESIDENTE: Florêncio Plácido de Almeida; VICE-PRESIDENTE: José Monteiro; VOGAL: António Ribeiro; VOGAL: Alfredo Gama Santos; VOGAL: José Oliveira; SUBSTITUTO: Henrique Cardoso; SUBSTITUTO: José Domingos - SECRETÁRIO GERAL: João A. S. Chaves - SEDE: Rua Dr. António Cândido, 8 - 1050-076 Lisboa Codex - Tel: 21 356 38 31/2 Fax: 21 356 38 35. DELEGAÇÕES: PORTO: Rua do Campo Alegre, 17 - 2º - 4150-177 Porto - Tel: 22 609 98 55/25 Fax: 22 600 08 73 · COIMBRA: Rua da Sofia, 59 - 1º - 3000-390 Coimbra - Tel: 239 82 20 08 Fax: 239 82 24 72 ÉVORA: Rua do Cicioso, 29 - 7000-658 Évora - Tel: 266 70 05 44. Fax: 266 70 05 44. FARO: Rua Engº José Campos Coroa, Lote 19, Loja Esq. 8000-340 - Tel: 289 82 72 03 Fax: 289 80 68 98 · Periodicidade: BIMESTRAL - Tiragem: 10.000 exemplares - Preço: 2,24 Euros - DISTRIBUIÇÃO GRATUITA AOS SÓCIOS - Assinatura anual: Continente -29,93 Euros - Estrangeiro - 44,89 Euros - Inscrito na Secretaria Geral da Justiça com nº 105815


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