A Prevenção
Rodoviária
Portuguesa (PRP)
realizou, no dia 5 de
Novembro, no Parque
de Manobras da DGV,
(Parque das Nações), uma
demonstração da
necessidade do uso
de material retroreflector
denominada “Ver e Ser
Visto”,, que contou com
a presença do Secretário de
Estado da Administração
Interna, Nuno de
Magalhães e com o
Presidente da Assembleia
Geral da PRP, Brito da
Silva. A ANTRAL
também foi convidada
e fez-se representar pelo
seu Director António
Ribeiro e pelo Secretário
Geral, João Chaves.
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A
finalidade desta iniciativa destinou-se a sensibilizar os
presentes para a necessidade da utilização de
equipamentos retroreflectores, especialmente, nos peões,
dado que o uso destes materiais facilita a identificação
dos peões por parte dos condutores que podem adequar
a sua circulação às diferentes situações.
De noite, só o material retroreflector torna as pessoas
visíveis e pequenos detalhes nesta âmbito sinalizam
a presença dos peões.
Esta acção consistiu na circulação
de diversos veículos que transportavam os convidados,
conduzidos por elementos da PRP em ambiente nocturno, num
circuito composto por arruamentos que simulavam ruas com lancil,
estradas com demarcação, etc. Durante o percurso,
os condutores foram confrontados com diversas situações
de trânsito, nomeadamente peões a atravessar,
ciclistas, indivíduos na faixa de rodagem devido a
situações de avarias e furos, entre outras.
Nalgumas situações, os elementos em actividade
ao longo do percurso envergavam equipamentos retroreflectores
como coletes, braçadeiras, equipamentos para mochilas
e sapatos, etc. Noutros casos, intencionalmente, não
o faziam.
Desta forma, os presentes puderam constatar, in loco, a diferença
que a utilização deste material produz na acção
dos condutores durante o período nocturno e as consequências
que isso pode ter ao nível da redução
da sinistralidade rodoviária.
Segundo dados estatísticos relativos a 2002, do total
de mortos em acidentes rodoviários, 20% eram peões.
Mais de metade dos peões mortos, 57,7%, resultaram
de acidentes nocturnos, o que demonstra a elevada taxa de
mortalidade durante este período do dia em que circulam
substancialmente menos pessoas na via pública.
De salientar ainda que 4% dos peões morrem em auto-estrada,
número demasiado elevado considerando que nas auto-estradas
não é permitida a circulação de
peões.
Também em 2002, 60% dos peões mortos atravessaram
a via fora da passadeira ou circulavam em plena faixa de rodagem.
Atravessar
na passadeira foi a causa de morte para 7% dos peões.
Cerca de 66,3% de peões mortos, bem como 87,6% dos
peões feridos graves resultaram de acidentes dentro
das localidades. Foi nos arruamentos que o número de
peões vítimas de acidentes foi mais elevado:
cerca de 36% de peões mortos, e 69,7% de feridos graves.
Os idosos com idade igual ou superior a 65 anos foram o grupo
de peões particularmente mais atingido, com cerca de
40,1% de mortos e 31,1% de feridos graves.
Portugal encontra-se actualmente no penúltimo lugar
da tabela relativamente à sinistralidade com peões,
apresentando um valor superior ao dobro da média da
União Europeia e ao quíntuplo do país
que apresenta a taxa mais favorável.
Segundo dados da DGV, com tempo seco uma viatura necessitará
para uma paragem efectiva de percorrer 30, 78 ou 127 metros,
consoante circule a 50, 90 ou 120 km/h. Estes dados são
mais do que suficientes para mostrar à evidência,
que um condutor tem toda a dificuldade em evitar o atropelamento
de um peão, que não se apresente com algo que
evidencie a sua presença a grande distância e
com conspicuidade. |