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«SONHAMOS
COM UMA ANTRAL CADA VEZ MAIS PERTO DOS SÓCIOS»
- Sublinhou
o Presidente Florêncio de Almeida, no decurso da cerimónia
de inauguração do novo edifício Sede
A
cerimónia de inauguração da
nova Sede da ANTRAL
realizou-se no passado
dia 3 de Novembro, presidida
pelo Presidente da Câmara
Municipal de Lisboa,
Santana Lopes, com a presença
do
Director Geral de
Transportes Terrestres,
Jorge Jacob,
do Presidente da Mercedes Benz
Portugal, Pedro Brás, da
vereadora da Câmara
Municipal de Lisboa, Helena
Lopes da Costa e do Director
da Protecção Civil,
Álvaro de Castro,
entre outras individualidades,
perante um considerável número
de Associados e a presença
em força dos representantes
dos Órgãos Sociais
da ANTRAL.
Precedida
por um almoço comemorativo deste evento que constitui um
verdadeiro marco histórico na vida da ANTRAL, a cerimónia
propriamente dita começou com o descerramento da lápide,
uma honra que coube ao Presidente da Câmara Municipal de Lisboa,
na presença dos Presidentes da Mesa da Assembleia Geral e
da Direcção da ANTRAL, respectivamente, Adrião
Mateus e Florêncio de Almeida.
Seguiu-se uma visita às instalações, compostas
por um total de 6 pisos úteis, onde funcionam os serviços,
a Direcção da ANTRAL, um espaço destinado à
Protaxisó SA., um stand alugado à Mercedes-Benz com
exposição de viaturas táxi e ainda alguns pisos
que a Direcção pretende alugar a empresas no intuito
de amortizar da melhor forma o excelente investimento que efectuou
na sua nova sede.
Depois vieram os discursos, primeiro o do Presidente da ANTRAL,
depois, o do Presidente da Câmara de Lisboa. Duma assentada,
Santana Lopes garantiu a cedência dum terreno em Chelas, com
cerca de 3.000 m2, para a instalação duma central
de compras e duma estação de serviço para táxis,
disponibilizou na Ajuda um edifício destinado a lar de aposentação
e centro de dia para os profissionais do sector, anunciou o arranque
da instalação do GPS em 250 táxis da cidade
de Lisboa, cujos custos, a cargo da autarquia, são estimados,
nesta primeira fase, em 200 000 euros.
A cerimónia de inauguração da Sede da ANTRAL
foi encerrada com a subscrição de 2 protocolos entre
a ANTRAL e a Câmara Municipal de Lisboa: o primeiro, para
a instalação do GPS nas viaturas táxi, o segundo,
para melhorar os serviços prestados pelos taxistas no aeroporto
de Lisboa.
“A INAUGURAÇÃO DESTA NOVA SEDE É
UM SINAL DE QUE OS TEMPOS VÃO MUDANDO”
- Afirmou o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
Pedro Santana Lopes, deu início à sua intervenção
agradecendo as palavras amigas dirigidas pelo Presidente da ANTRAL
e transmitiu uma mensagem de apreço e de respeito pela actividade
que desenvolvem todos os profissionais deste sector, agradecendo
o contributo que dão para a vida em comunidade na cidade
de Lisboa.
Seguidamente, manifestou o apoio da Câmara a que preside:
«para a construção de uma central de compras
de modo a poderem ter os vossos fornecimentos centralizados em local
que seja funcional e eficaz para todos e que possa servir a um melhor
conforto e mobilidade no dia a dia da cidade de Lisboa» -
segundo as próprias palavras de Santana Lopes, que concluiu
o seu raciocínio deste modo - «é uma aspiração
do sector que a Câmara de Lisboa considera justificada, pertinente
e, por isso, apoia cedendo um terreno em Chelas, para a construção
dessas infrastruturas e desse espaço».
“O TERRENO E O PRÉDIO PARA O CENTRO DE DIA
ENCONTRAM-SE DISPONIBILIZADOS NA AJUDA”
Na vertente
do apoio social, Santana Lopes referiu que: «este sector sentia-se
desprotegido e injustiçado, pelo facto da autarquia de Lisboa
quando apoiava tantas associações da mais variada
ordem, em função da religião, prática
desportiva, etc., e no domínio da profissão não
haver um espaço para a construção dum equipamento
para que os profissionais desta área possam ter um centro
de dia e, principalmente, um dia quando cessem a sua actividade
possam ter um espaço onde possam estar juntos, onde possam
ter o apoio que é devido nesta fase da sua vida, uma vez
concluída a sua actividade profissional».
Para o Presidente da Câmara de Lisboa, referindo-se às
promessas que dirigiu aos industriais de táxis no período
préeleitoral: «se há algo de que estamos todos
saturados é de ouvir coisas diferentes antes e depois das
eleições. Um compromisso assumido é uma questão
de justiça elementar, por isso o terreno e o prédio
encontram-se disponibilizados, na Ajuda, num sítio central
de Lisboa, direi mesmo com relevo patrimonial, onde os profissionais
deste sector poderão ter o seu espaço».
“VAMOS ASSINAR UM PROTOCOLO QUE ELEGE 250 UNIDADES
DE GPS”
«Aqueles
que são escolhidos dentre a comunidade para exercer funções
públicas têm obrigação de zelar pela
segurança dos seus concidadãos como se fossem membros
das suas famílias. Eu considero lamentável que tantas
entidades, independentemente das dificuldades que isso acarreta,
quando temos casos em que a vida, a integridade física dos
profissionais do sector foi posta em causa, que se discutam verbas
ao nível das que estão envolvidas para investimentos
que têm a ver com a garantia da vida dos profissionais do
sector, quando, obviamente, verbas de montantes muito diferentes
e variados são afectos a outros tipos de investimentos, também
justos, também exigíveis, mas que nunca podem estar
à frente daqueles que têm a ver com essa mesma segurança»
- afirmou o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa.
«Por isso mesmo vamos assinar um protocolo que elege 250
unidades de GPS para funcionar como um projecto piloto que permitirá
fazermos o teste devido à entrada em funcionamento de todo
este sistema» - anunciou Santana Lopes - «está
em causa o cumprimento duma obrigação por parte dos
poderes públicos que o Estado há muito tempo devia
ter assegurado, não o fez, a minha autarquia entende que
tem toda a legitimidade para o fazer. Se qualquer ministro, secretário
de Estado, director geral ou presidente da câmara fosse motorista
de táxi, de certeza que queria também este sistema
instalado nos respectivos táxis, para garantir a sua segurança
e os seu direito à vida».
PEC
“NÃO DEVEM EXISTIR NORMAS CEGAS”
Em relação à polémica questão
do PEC, embora medindo cautelosamente o alcance das suas palavras,
Santana Lopes não pôde deixar de dizer o seguinte:
«como cidadão e como responsável político
procuro continuar a contribuir para que seja feita justiça.
Todos sabemos as razões pelas quais os profissionais deste
sector tiveram de constituir empresa. Sabemos as questões
até da responsabilidade civil que estão envolvidas
na obrigatoriedade de constituição destas empresas.
Há quem diga que foi por razões também de subtracção
ao fisco das importâncias que lhe são devidas, não
creio que neste sector essa realidade seja maior nem mais significativa
do que acontece noutros sectores, que parecem preocupar menos, por
vezes, alguns poderes instituídos. Por isso, é uma
questão de justiça adequar a lei à realidade».
«Penso que também não devem ser privilegiados
em relação a quem está na mesma situação,
mas também não devem existir normas cegas que são
distraídas, injustas, que não olham à realidade
e tratem por igual aquilo que é desigual » - salientou
o autarca.
Santana Lopes lançou mesmo um repto ao seu Governo: «espero
que o Ministério das Finanças e todos os outros ministérios
envolvidos, tenham em atenção nas deliberações
finais esta realidade própria do sector».
ACOLHIMENTO NO AEROPORTO DE LISBOA DEVE SER EXEMPLAR
«Um
aeroporto é a primeira imagem duma cidade, portanto, todos
nós estamos interessados em que funcione como deve ser o
acolhimento de quem chega ao aeroporto de Lisboa. Eu compreendo
a necessidade de regimes especiais para determinados tipos de serviços,
mas têm de compreender que a Câmara exija, solicite,
peça em absoluto, empenhados como estamos na valorização
da imagem da cidade, que Lisboa passe a ser apontada como exemplo
na maneira como as pessoas chegam ao aeroporto e são atendidas:
com eficácia, asseio e correcção».
Santana Lopes anunciou ainda a instalação de sanitários
no próximo mês de Dezembro na Praça de Táxis
do Hospital de Santa Maria e noutras «praças sensíveis
», algumas medidas para disciplinar o tráfego na cidade
de Lisboa como o desnivelamento de vias, as medidas recentemente
introduzidas no Bairro Azul, a possibilidade de taxação
de circulação dos automóveis privados nalgumas
zonas da cidade, o alargamento dos corredores BUS na Alameda das
Linhas de Torres, Duque D´Ávila e Rua Marquês
de Tomar.
No que diz respeito às orientações gerais
da política camarária em matéria de circulação
viária, segundo Santana Lopes: «pretende-se libertar
o espaço à superfície para a circulação
dos transportes públicos aumentando a sua velocidade média
de circulação, e também para os peões,
estabelecer zonas onde só podem entrar táxis, residentes,
outras condicionadas e outras taxadas».
O autarca lançou ainda um desafio às entidades que
tutelam o sector para que acabem tão rápido quanto
possível com a coexistência de táxis de 2 cores
na cidade de Lisboa: «conheço poucas cidades no mundo
onde uma pessoa procure um táxi e tenha duas ou três
cores de táxis à disposição».
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