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CANCRO

A doença do Século XX

O cancro, uma doença que atingiu no século XX proporções verdadeiramente preocupantes, é hoje a segunda principal causa de morte na Europa.

Embora nem sempre seja fácil estabelecer um diagnóstico precoce para a esmagadora maioria dos tipos de cancro, há alguns sinais de alarme que aconselham imediatamente a consultar um médico.

Por exemplo o cancro do colón e do recto pode provocar sangramento nas fezes e as mudanças nas funções intestinais tornam-se frequentes. Quanto ao cancro da próstata, os sinais mais característicos são um jacto de urina escasso ou interrompido, dividido, salpicado e uma dor como uma pontada na parte inferior das costas, na bacia e no ânus.

O melanoma e outros cancros de pele provocam alteração das dimensões ou da cor de um sinal, com escurecimento da pigmentação, descamação, secreção, dores e coceira, enquanto no cancro da mama é habitual existir nódulo, engrossamento do seio, edema ou outras alterações ao tacto do tecido da mama. A secreção ou retracção do mamilo e enrugamento da pele do seio são igualmente sintomas que se manifestam nalguns casos específicos de cancro.

O cancro de pulmão pode provocar sintomas como tosse persistente, sangue no cuspo, dor de tórax e pneumonias e bronquites reincidentes. Por sua vez, no cancro da laringe pode surgir uma chaga na boca que não sara, que sangra com facilidade, ou a presença de uma bolinha na garganta, rouquidão, dificuldade de engolir ou mastigar, entre outros.

Os cancros de sangue (leucemias e linfomas) caracterizam-se por provocar fadiga, palidez, emagrecimento excessivo, infecções repetidas, hematomas, gânglios linfáticos engrossados, transpiração nocturna e febre. No cancro da bexiga é habitual surgir sangue na urina e estímulo de urinar frequentemente.

No cancro do útero ou do colo do útero pode surgir sangramento fora do período menstrual ou corrimento anormal, enquanto que no cancro do pâncreas uma dor prolongada no abdómen e problemas digestivos devem ser considerados como sinal de alarme.

Há que ter sempre em conta que no início a maioria dos tumores não são dolorosos, pelo que todos os sinais de alarme que acabámos de descrever devem ser levados a sério, mesmo que a causa nada tenha a ver com o cancro. Por outro lado, após uma certa idade devem ser efectuados rastreios regularmente.


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